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O MST é o inimigo número um do produtor rural brasileiro. Seu ódio à sociedade hierarquizada o impede de perceber que nem todo trabalhador precisa ser proprietário: o campo também necessita de empregados, exceto em sua visão igualitária e afinadamente comunista. Luta tal movimento, em vista de sua ideologia, pela supressão da sociedade de classes, no que a destruição da propriedade privada agrária é um meio para atingir esse objetivo, como confessou uma das coordenadoras da invasão dos sem-terra ao terreno da Volkswagen: "Nossa luta é para, a longo prazo, promover uma transição para o socialismo." (Época, 28/7/2003) Apoiado tacitamente pelo governo petista de Lula - assessorado pelos agro-revolucionários Frei Betto, OP, e Dom Mauro Morelli, ícones do esquerdismo falsamente católico -, o MST converte-se em autêntica guerrilha, pois é organizada, possui armas como a imprensa já denunciou dezenas de vezes - e não é o PT que se coloca a favor do desarmamento dos cidadãos honestos? -, manipula seus filhos, invade, queima, rouba e depreda, além de manter contatos fraternos com outras organizações explicitamente patrocinadoras de uma desordem comunista, como os zapatistas do México e as FARC da Colômbia. Não sem razão o presidente dessa nação sul-americana, Álvaro Uribe, em recente visita ao nosso país, declarou: "Os terroristas hoje matam civis na Colômbia. Amanhã matarão no Brasil." Hodiernamente o MST invade fazendas - até as produtivas, por mais que isso se mostre aparentemente contrário ao que eles apresentam como seu objetivo principal em curto prazo, a desapropriação dos terrenos que não cumprem sua função social, o que sabemos não ser verdade - e prédios públicos. Além de sua luta ser ilegítima - pois não é justo acabar com o instituto da propriedade privada -, seus métodos são imorais. Acordaremos somente quando começarem ações mais violentas? Nota do Editor: Rafael Vitola Brodbeck é advogado e escritor.
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