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Medicina e Saúde
20/11/2004 - 08h06
Câncer de mama
 
 
Cirurgia plástica minimiza traumas psicológicos. Saiba quais são os recursos para ter seios esteticamente perfeitos.

O câncer de mama está entre os tipos da doença que mais afetam a mulher psicologicamente, já que, em algum momento, ela se sentirá mutilada. Em 2003, surgiram quase 42 mil novos casos desse tipo de câncer - aumentando a preocupação dos profissionais envolvidos no sentido de minimizar os problemas estéticos, inclusive.

"A cirurgia reconstrutora, ou reconstrução imediata, melhora tanto a qualidade de vida da paciente quanto o prognóstico", diz Marcos Grillo, PhD em cirurgia plástica, de Curitiba.

Segundo Grillo, nos Estados Unidos, o procedimento conjunto é utilizado com mais freqüência. No Brasil, a tendência também é fazer as duas cirurgias ao mesmo tempo, mas muitas vezes se deixa para depois a cirurgia plástica reconstrutora.

"A reconstrução mamária pode ser feita com tecido do próprio corpo. É comum utilizarmos a pele do abdome (e a paciente ’ganha’ a abdominoplastia), ou mesmo das costas. Pode-se optar pelas próteses de silicone - o que implica em duas etapas. A primeira exige que se implante uma prótese inflável - chamada expansor. Semanalmente, no consultório, introduzimos soro fisiológico nessa prótese, a fim de ganhar mais pele (tecido) e poder atingir o volume necessário. Entre quatro e seis meses depois, trocamos esse expansor por uma prótese de silicone, garantindo a simetrização das mamas", diz Grillo.

Mulheres com seios avantajados, que cultivavam até mesmo um certo complexo pelo grande volume de suas mamas, geralmente optam pela redução das duas mamas. "Apesar de existirem diversas técnicas de cirurgia de redução das mamas, a maioria é baseada em cortes triangulares na base e no centro de cada mama. Durante esse procedimento, o excesso de pele é retirado para que se dê suporte à glândula", diz o cirurgião.

A paciente pode optar pela anestesia local acompanhada de sedação, anestesia peridural com sedação, ou mesmo anestesia geral. A cirurgia dura em média duas horas e é indolor. Qualquer que seja o procedimento utilizado na mastoplastia redutora, convém respeitar as indicações de pós-operatório, evitando carregar pesos e elevar os braços ao alto durante os trinta dias subseqüentes.


Fonte: Dr. Marcos Grillo, PhD em Cirurgia Plástica, de Curitiba.

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