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Medicina e Saúde
21/11/2004 - 16h04
Parasitoses: antes e depois da aids
 
 

Com o surgimento da aids em 1982, o perfil de tratamento de parasitoses mudou, pois o parasito Crysptosporidium - até então com poucos casos registrados - passou a ditar as regras no tratamento da doença.

Este será um dos temas apresentados durante o 2º Congresso de Infectologia do Cone Sul, realizado entre os dias 02 e 04 de dezembro, das 08h00 às 19h00, no Centro de Convenções Rebouças (Avenida Rebouças, 60), na cidade de São Paulo.

Até 1982, apenas dez casos de Crysptosporidium foram registrados no mundo. Após a aids, este número subiu para 50. Seu contágio é igual às demais parasitoses: alimentos mal lavados, mal cozidos e água contaminada. A diferença está relacionada à imunidade do paciente. Como os portadores de HIV sofrem com altas cargas virais, o organismo fica mais suscetível ao desenvolvimento da doença: "As pessoas morriam de desidratação, porque a diarréia as fazia perder até oito litros de água por dia", afirma o presidente do Congresso e médico do Hospital Emílio Ribas e Albert Einstein, Dr Sergio Cimerman.

De lá para cá muitos medicamentos foram introduzidos no mercado e o advento do coquetel da aids em 1989 trouxe benefícios aos pacientes. "Diminuiu o número de infecções oportunistas (de 24,4% para 7% dos portadores de HIV) e o tratamento permitiu a combinação com outros medicamentos, o que deu qualidade e perspectiva de vida ao portador do HIV", lembra o Dr Cimerman.

O Crysptosporidium é um parasito que acomete principalmente os portadores de aids. Para um HIV negativo contrair a doença, seria necessário um grande surto epidemiológico.

No entanto, ninguém escapa de adquirir um parasita. Cerca de um quarto da população mundial tem ou já apresentou parasitose intestinal (vermes que habitam os órgãos grastrointestinais). O mais comum deles é a giárdia. Cerca de 28% dos brasileiros tem o verme. Mas a cura é rápida e barata. "Apenas uma dose de medicamento elimina o parasita", comenta o médico.

Durante o Congresso de Infectologia será apresentado um novo medicamento: o nitazoxanida, que já foi utilizado com sucesso em tratamento de crianças na África que não eram portadoras da aids e obtiveram cura em três dias. A nova droga promete acabar com os casos de Crysptosporidium.

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