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Opinião
01/12/2004 - 08h17
Novembro vermelho
Regina Caldas - MSM
 

Com ameaças e dedo em riste, o Sr Stédile, líder nacional do MST, prometeu-nos um "Novembro vermelho". Frase de efeito não é novidade nos lábios deste senhor. Seu toque de guerra contra o campo soa sempre agressivo, ameaçador. Recentemente na capital federal, durante um evento do Movimento dos Sem-Terra, dirigindo-se a cinco mil manifestantes, ele informou aos atentos ouvintes, que a política econômica deste governo é equivocada, que é um erro exportar, pois nossas exportações só favorecem às "transnacionais". Para quem não conhece o termo, transnacional significa "além da Nação". Mas de qualquer modo, fica a dúvida: o senhor Stédile sabe o significado da palavra e a usa a fim de provocar impacto e confusão na mente dos Sem-Terra, agindo de má-fé, ou desconhece o significado da palavra e deve ser considerado ignorante, pois fala do que não sabe! Em última instância, o que posso apreender de suas palavras, é que agora ele não se limita apenas a ameaçar o campo. Ameaça todas as pequenas, médias e grandes empresas nacionais, que estão suando a camisa na intenção de aumentar consistentemente nossa pauta de exportações, que estão gerando empregos, incrementando o comércio interno, trazendo divisas para o país.

Agir de má-fé, ameaçar, instigar são crimes previstos em lei. Mas chegamos a um ponto de desrespeito às leis, que, em plena capital federal, à luz do dia, o senhor Stédile, o presidente do Incra, o Sr Hackbart e Dom Balduino, colocam-se acima dos deveres impostos à qualquer cidadão de respeitar a ordem pública. Estes personagens de revistas de terror se juntam nas praças com a clara intenção de agredir governantes, ministros e cidadãos de bem. Na mesma ocasião, o presidente do Incra, Sr Hackbart, informou aos Sem-Terra: "aqueles do agronegócios são os que mataram os nossos ’companheiros’ em Minas Gerais e Mato Grosso".

Como já foi falado anteriormente, agricultura e pecuária tem salvado o Brasil nas suas piores crises econômicas. Cana-de-açúcar, café, gado, soja e tantas outras culturas do campo sempre responderam pelo desenvolvimento nacional. Nossos agricultores labutam de sol a sol investindo no campo, não só o capital amealhado, mas o suor, as lágrimas quando vem a seca prejudicando a safra, e o sangue se for preciso. Lidar com a terra é vocação, é amor, é esperança. O que seria da Humanidade, se os abençoados homens do campo desanimassem diante dos desafios impostos pela agropecuária? Morreríamos de fome! É pouco?

Pertencer ao MST é um grande negócio. Cheio de aventuras e nenhuma responsabilidade. Trata-se de uma casta privilegiada hoje, pois ninguém desconhece os bilhões que são gastos com assentamentos de retorno zero. E quem paga a conta sobrecarregada de juros é o cidadão que paga os impostos. Aquele cidadão que jamais vê retorno à seu benefício e de sua família, no atendimento de suas necessidades básicas e seus direitos: educação, saúde, saneamento básico, estradas, segurança e tudo mais que o Estado deve ao cidadão. Em contra-partida, os integrantes do MST tem à sua disposição ônibus fretado, lanches e estadia regiamente paga pelo Estado, para ir até Brasília, reunir-se em praça pública e insultar a sociedade, além de quebrar vidros das janelas e portas dos órgãos públicos!

Acorda Brasil! Acorda Presidente Luiz Inácio da Silva. Já está mais do que na hora de acabar com essa grande farra com o dinheiro público, farra do deboche. Esta farra vai acabar mal para o país. E no momento em que esta farra acabar estaremos todos no fundo do poço e ninguém se salvará!


Nota do Editor: Regina Caldas é bacharel em Administração de Empresas, ocupando durante anos a diretoria e conselho de entidades como União Cívica Feminina; Federação Internacional de Mulheres de Negócios e Profissionais Liberais. Também fez parte do IL de São Paulo.

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