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Cerca de dois milhões de mulheres já passaram pela biópsia minimamente invasiva - a mamotomia. No Brasil, foram realizadas perto de 10.000 intervenções, sendo que a primeira clínica a implantar o exame no país - a URP Diagnósticos Médicos - acaba de completar 3.000 mamotomias. "Como entre 70% e 80% das biópsias realizadas apresentam resultado benigno, as biópsias cirúrgicas, apesar de preventivas, são desnecessárias. A mamotomia é realizada ambulatorialmente, sem necessidade de internação. A anestesia local deixa uma cicatriz geralmente imperceptível. Na maioria dos casos, apesar de não ser necessário para a obtenção do diagnóstico, a lesão é retirada praticamente em sua totalidade", diz o radiologista Aron Belfer, da URP. Em 1995, quando a mamotomia passou a ser empregada nos Estados Unidos, seis em cada dez mulheres precisando de biópsia passavam pela sala de cirurgia. Hoje, esse número caiu para três. "Essa técnica tem sido cada vez mais indicada pelos mastologistas, que reconhecem os benefícios proporcionados às pacientes. Além disso, as próprias mulheres têm procurado se informar mais sobre as possibilidades de diagnóstico e optado pela mamotomia, já que dispensa intervenção do bisturi e pontos", diz Belfer. A mamotomia promove uma aspiração suave, removendo o tecido mamário suspeito para ser encaminhado à análise. As pacientes podem voltar às atividades normais praticamente de imediato. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, mais de 1,6 milhões de biópsias são realizadas anualmente. Este ano, a perspectiva é de que 216 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença nos Estados Unidos. No Brasil, dados divulgados pelo INCA (Instituto Nacional de Câncer) em 2003 dão conta de mais de 40 mil novos casos da doença a cada ano.
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