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Especialistas alertam sobre os riscos que se escondem em simples atividades de lazer.
Nesta época de festas e férias, é comum encontrar pessoas disputando lugar em piscinas de hotéis, clubes, ou mesmo um cantinho para estender a toalha na praia. Mas não se pode negligenciar a saúde, já que a pele e os olhos são os órgãos que mais ficam expostos aos riscos. De acordo com a dermatologista do Hospital Bandeirantes, Suzy Rabello, "é muito freqüente adquirir micoses nesta época do ano, principalmente em piscinas onde não se exige a liberação prévia por um médico". A médica aconselha que os usuários de clubes, hotéis e academias usem chinelos mesmo nas dependências dos vestiários. "Como cuidados gerais, sempre secar muito bem entre os dedos dos pés e as virilhas após o banho". Nas praias, o grande problema de pele é o bicho geográfico. "É habitual a contaminação em praias freqüentadas por cães, sendo a educação populacional forte aliada. Evitar andar descalço na areia é uma boa medida preventiva. Também vale salientar a exposição ao sol em horários saudáveis (entre 8h e 10h e após as 16h), o uso de protetor solar a cada duas horas - aplicando, inicialmente, meia hora antes da exposição - e o uso de hidratantes, evitando esfoliar a pele". Na opinião do médico oftalmologista Renato Neves, diretor da Eye Care Oftalmologia, "piscinas não-tratadas, com excesso de cloro, sujeira, ou mesmo lotadas, oferecem grande risco de contaminação. Da mesma forma, praias consideradas impróprias para banho não oferecem a mínima segurança à saúde em geral, menos ainda para os olhos". Neves ressalta outros dois perigos: exposição ao sol sem proteção adequada e o risco de contrair conjuntivite. "Negligenciar o uso de óculos de sol, ou mesmo optar por modelos ’baratinhos’, vendidos nas calçadas, que não oferecem proteção alguma contras os raios ultravioleta pode sair ’caro’. Doenças degenerativas da retina, catarata e queimaduras na córnea, por exemplo, podem surgir ou ser aceleradas por esse descuido". Conjuntivite também é um problema que costuma se agravar nesta época, estendendo-se em forma de epidemia até o começo do próximo ano. "Além do próprio calor, o uso compartilhado de piscinas, ou mesmo de toalhas e roupas, também são fatores responsáveis pelas infecções", diz Neves. Segundo o médico, tanto na conjuntivite viral quanto na bacteriana, o paciente apresenta olho avermelhado, sensação de irritação e excesso de lágrimas. "A conjuntivite causada por bactéria, entretanto, provoca uma secreção amarelada e é comum o paciente acordar com os olhos ’colados’. Nesse caso, é necessário o tratamento com um colírio de antibiótico, que dura em média uma semana. Já no caso da conjuntivite viral, os sintomas são tratados com colírios lubrificantes e antiinflamatórios, além de compressas geladas", diz o oftalmologista. Fontes: Renato Neves é oftalmologista e diretor da Eye Care. Suzy Rabello é dermatologista do Hospital Bandeirantes e do Aclimação Medical Center.
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