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Estive viajando por este Brasil afora, aproveitando a minha aposentadoria e a melhor idade para se conhecer as riquezas do nosso imenso País. Fico sempre impressionado com as discrepâncias facilmente constatáveis entre a riqueza natural de um lugar e a pobreza do seu povo. Nossa nação colonizada mantém a tendência de sempre valorizar o status aparente das pessoas, por isso os miseráveis se submetem aos que aparentam algum poder e a intelligentsia precisa de CIC e RG. Faço estas considerações porque chegando em Ubatuba constato a mesma realidade. A nossa bela cidade, além do rico potencial natural, está contida no estado mais rico do Brasil, mas demonstra a pobreza e a miserabilidade que encontramos nos rincões mais afastados desse País. A pobreza do povo é a única conquista dos governantes, mas é demasiadamente triste constatar a pobreza de espírito de alguns pensadores. É muito triste constatar a necessidade que os nossos principais meios de comunicação demonstraram em localizar a minha pessoa, parece que todo mundo está caçando o tal do Mauro Polsin. Essa necessidade de materializar a pessoa revela um exacerbado culto ao próprio ego cabível nas peças de Dias Gomes, mas inadmissível na discussão do futuro de uma cidade. Como já falei, sou aposentado, recebo abaixo do que contribuí, mas tenho um bom rendimento mensal que em conjunto com a minha ótima saúde me permitem uma vida tranqüila. Não almejo cargo público, nem pretendo gastar saúde defendendo idéias pelas esquinas da cidade. Meu nome verdadeiro não é Mauro Polsin e vou me manter incógnito porque não abro mão da liberdade de conversar com todas as pessoas. Não quero me transformar em uma personalidade aceita ou rejeitada nesta ou naquela esquina ou padaria. Saber quem está falando acima do que está se falando serve para os militares, os autoritários e os totalitários. Pedro Tuzino está quieto, mas ele deve ter uma opinião sobre o governo que está se desenhando. Pior é que tem que ficar quieto, pois qualquer opinião dele, antes de ser analisada se é verdade ou asneira será desconsiderada como a opinião de um simples derrotado. Ele perdeu as eleições, mas com certeza não perdeu a razão em muitos dos seus pensamentos. Sem sombra de dúvidas, está articulando para se manter na mídia. Não esqueci da história, de tempos atrás, em que o Hélio Camargo tinha adquirido parte (?) do jornal "A Cidade". Se não for por aí, um novo jornal é capaz de nascer em Ubatuba. Ao invés de se preocuparem com a minha identidade seria bom começarem a se preocupar se estou falando verdades ou asneiras. Se o Eduardo César fizer um bom ou um mau governo em nada afetará a minha vida, mas afetará a vida de milhares de pessoas. É somente isso que me preocupa e é somente isso que deveria preocupar os senhores editores e formadores de opinião. Se o fim da era Paulo Ramos pode significar o fim de inúmeras mazelas administrativas não devemos baixar a guarda, pois o início da era Eduardo César pode significar o começo de uma série de desencontros e desacertos que do mesmo jeito irão prejudicar a nossa cidade e o nosso povo. O PT não tinha nenhuma pretensão a cargos no governo. Ouvi várias vezes o senhor Gerson Florindo afirmar que nenhum membro do partido estava autorizado a reivindicar cargos, era a mesma postura do Sr Malaquias. O único do PT a descambar naturalmente para algum cargo era o Domingos, mesmo assim, na qualidade de vice. Agora o Eduardo César contraria todas estas falas. A falta de uma cara definida do governo do Eduardo César tem permitido o recrudescimento de forças completamente antagônicas. Observem: "Advogados são muito bons para criar ou solucionar problemas jurídicos. O PT é um partido essencialmente assistencialista, o assistencialismo é basicamente moral, mas nem sempre é revestido de legalidade. A grande maioria que votou no Eduardo César não votou na igreja Ágape, mesmo assim a igreja Católica se sentiu derrotada e empurrou o PT para o governo. Umbandistas de carteirinha não vão ter lugar no resgate de Ubatuba. E por aí vem mais..." Vislumbra-se o resgate de uma quimera.
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