20/03/2026  09h18
· Guia 2026     · O Guaruçá     · Cartões-postais     · Webmail     · Ubatuba            · · ·
O Guaruçá - Informação e Cultura
O GUARUÇÁ Índice d'O Guaruçá Colunistas SEÇÕES SERVIÇOS Biorritmo Busca n'O Guaruçá Expediente Home d'O Guaruçá
Acesso ao Sistema
Login
Senha

« Cadastro Gratuito »
SEÇÃO
Opinião
20/12/2004 - 09h11
Campo, o grande empregador brasileiro
João de Almeida Sampaio Filho
 

O agronegócio brasileiro tem garantido não apenas o superávit da balança comercial do país, mas há mais de uma década é o setor que mais emprega em toda a cadeia produtiva da economia brasileira. O agronegócio gera 18 milhões de empregos, o que corresponde a 30% da população economicamente ocupada do país.

Esses números, por si só, já colocam por terra as denúncias, absurdas e infundadas, de algumas entidades e Ongs, ideologicamente atrasadas, que insistem em afirmar que o trabalho escravo é a principal forma de emprego na agricultura brasileira.

As Ongs e entidades, em sua maioria, e muitas vezes órgãos do próprio governo federal, fecham os olhos para o óbvio: o agronegócio, como um todo, gera um emprego para cada três existentes no país. Apenas a agricultura criou 155.786 empregos formais diretos nos primeiros cinco meses desse ano.

E mais, o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), com base em projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), calcula que até o final desse ano o agronegócio brasileiro terá gerado 1,2 milhão de empregos.

Qual outro setor da economia criou esse número de empregos?

Somente no campo, os postos de trabalho absorveram 400 mil novos trabalhadores e os empregos indiretos em toda a cadeia produtiva do setor resultaram na contratação de 340 mil pessoas.

Outras 580 mil vagas foram geradas em conseqüência do efeito da renda agropecuária. Em português claro, língua que muitos do que nos atacam parecem não entender, isso significa que a capitalização dos produtores incentivou a abertura de empregos em outras áreas da economia, como as indústrias da construção civil, têxtil e automobilística.

A exportação e o bom desempenho do agronegócio brasileiro contribuíram e continuaram contribuindo para gerar empregos na indústria automobilística. A demanda de tratores, colheitadeiras e utilitários criaram nos últimos quatro meses cerca de 3.200 novas vagas nas montadoras.

Além disso, com a modernização da agricultura brasileira o número de empregos indiretos nas cidades brasileiras tem aumentado a cada ano. A renda per capita também. Nos últimos 30 anos, em conseqüência da expansão da fronteira agrícola do país, dezenas de novas cidades surgiram. Com elas, novos empregos. E renda.

Os dados mostram que nas cidades criadas em função da expansão da agricultura em regiões como Mato Grosso, oeste da Bahia, Rondônia, Acre e Roraima, a renda per capita de seus habitantes é superior a renda per capita brasileira.

Para ficar apenas em um exemplo: o município de Sorriso, no norte do Mato Grosso, que responde hoje por 2,8% da produção nacional de grãos do país e sua agricultura é considerada uma das mais modernas do mundo, pela utilização de alta tecnologia, ocupação racional do solo.

O PIB de Sorriso vem registrando um crescimento de 15% ao ano. O desemprego é quase nulo e a renda per capita do município é de US$ 7.870 contra os US$ 6.300 da brasileira.

Ignorando essa realidade da moderna agricultura brasileira, grupos ultrapassados lançam mão de casos isolados para denegrir a imagem do setor que mais cresce, gera empregos e renda na economia brasileira.

O mais estranho é que essas acusações se intensificam justamente em um momento em que o Brasil, impulsionado pelo agronegócio, aumenta sua participação no comércio mundial.

Desde o início de 2003 até o mês de setembro de 2004, as exportações do país cresceram 25,5%, oito pontos percentuais acima da média mundial, que ficou em 17,4%. É a primeira vez, nos últimos 19 anos, que o Brasil responde por 1% das vendas globais.

É importante que a sociedade brasileira saiba que a maioria dessas Ongs são estrangeiras ou recebem recursos dos chamados países ricos, Estados Unidos e Europa, que estão perdendo mercados para os produtos brasileiros, principalmente aqueles que fazem parte da cadeia produtiva do agronegócio.

É preciso, portanto, que se dê um basta às denúncias equivocadas de trabalho escravo no campo.

E o instrumento que temos para contestar as Ongs e entidades é informar a sociedade o que a agricultura, a pecuária e o agronegócio representam para o país e para os 182 milhões de cidadãos brasileiros. É o que a Sociedade Rural Brasileira está e vai continuar fazendo.

Separar o joio do trigo é preciso!


Nota do Editor: João de Almeida Sampaio Filho é presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

PUBLICIDADE
ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES SOBRE "OPINIÃO"Índice das publicações sobre "OPINIÃO"
31/12/2022 - 07h25 Pacificação nacional, o objetivo maior
30/12/2022 - 05h39 A destruição das nações
29/12/2022 - 06h35 A salvação pela mão grande do Estado?
28/12/2022 - 06h41 A guinada na privatização do Porto de Santos
27/12/2022 - 07h38 Tecnologia e o sequestro do livre arbítrio humano
26/12/2022 - 07h46 Tudo passa, mas a Nação continua, sempre...
· FALE CONOSCO · ANUNCIE AQUI · TERMOS DE USO ·
Copyright © 1998-2026, UbaWeb. Direitos Reservados.