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Medicina e Saúde
22/12/2004 - 08h10
Brinde à vontade
 
 
Doses moderadas de álcool fazem bem ao coração.

Quem está receoso de comemorar as festas de fim de ano com uma taça de vinho ou champagne já tem mais um motivo para comemorar. Afinal, estudo divulgado pela Harvard University Medical School (Boston, EUA), afirma que não importa o tipo de álcool que uma pessoa ingere, mas com que freqüência.

A comunidade científica já sabia que o álcool ajuda a prevenir os infartos, mas agora tem a certeza de que a constância é mais importante do que o tipo da bebida e da quantidade. Pessoas que consomem bebidas alcoólicas três vezes por semana têm 33% menos chances de serem acometidas por um ataque cardíaco do que os abstêmios.

Segundo o cardiologista José Armando Mangione, do Instituto de Cardiologia do Hospital Santa Paula, de São Paulo, "o consumo moderado de bebidas alcoólicas afina o sangue e aumenta o nível do ’bom’ colesterol", diminuindo as chances de infarto.

Mas o cardiologista alerta quanto aos riscos de quem adota essa conduta por conta própria: "Pessoas com tendência a desenvolver dependência do álcool vão acabar consumindo grandes quantidades e tornar um vício diário, criando um problema muito maior. Já os pacientes diabéticos e aqueles com nível alto de triglicérides, serão altamente prejudicados pela ingestão de álcool, que eleva a taxa de açúcar no sangue". O médico aconselha que a pessoa converse antes com seu médico para avaliar se a adoção de um hábito como o de ingerir álcool com certa regularidade não irá afetar outros campos de sua saúde.

Sobre o álcool cortar o efeito de medicações, como antibióticos, por exemplo, Mangione é categórico: "Não há estudos científicos que comprovem que o álcool anula os efeitos dos remédios. Apesar disso, é aconselhável que a pessoa evite ingerir álcool tão logo tenha tomado seus remédios habituais, principalmente para não agredir a mucosa do estômago, já que tanto o álcool como a maioria dos remédios são irritantes gástricos".


Fonte: Dr. José Armando Mangione, cardiologista e diretor do Instituto de Cardiologia do Hospital Santa Paula.

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