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Opinião
23/12/2004 - 07h13
Onde falharam alguns prefeitos
João Rafael Picardi Neto
 

Comunicar é preciso. Final de ano e final de mandato. Muitos prefeitos devem estar se perguntando: "Por que não fui reeleito? Por que não fiz o meu sucessor?"

As respostas são várias. Alguns administradores fizeram excelente administração, como aconteceu em São Brás do Suaçuí, no interior de Minas e onde o prefeito Moisés Matias, durante dois mandatos, provou que é possível administrar bem, fazer boas parcerias, atrair investimentos, modernizar a cidade, transformando-a em pólo turístico. Neste caso especifico, o prefeito não conseguiu reeleger seu sucessor, segundo os moradores locais, porque escolheu mal o nome para substituí-lo; afinal, os tempos são outros e o povo não quer mais coronéis, nem filhos de antigos coronéis, e além disso o prefeito teve que enfrentar um ex-padre, pessoa querida e admirada no município.

Já em Formiga, também no interior de Minas Gerais, o prefeito Juarez, que também fez boa administração e concorreu a um segundo mandato, foi derrotado de forma espetacular pelo vereador Aluísio Veloso, do PT. Ali também os eleitores disseram um basta ao continuísmo e aos velhos caciques. O candidato eleito derrotou os "ricos" do município e também velhas raposas da política regional. Neste caso, deixando de lado o carisma do novo prefeito, ficou claro mais uma vez que os prefeitos, principalmente os do interior de Minas e do Brasil, não sabem utilizar a política de comunicação. Não dão valor aos profissionais da área e sempre apelam para arranjos locais, com profissionais carentes de recursos e de informações mercadológicas.

Ao assumir uma prefeitura, um bom prefeito deve saber que está assumindo a presidência de uma empresa muito complexa. Por isso, deve ter na ponta da língua respostas para as seguintes perguntas: O que é este negócio? Como fazer para que dê bons resultados? Quais são os meus clientes? Qual será minha política de comunicação? De quais recursos disponho para me comunicar bem com os meus clientes?

Não seria nenhum exagero afirmar que grandes conglomerados multinacionais investem mais de 30% de seus lucros em políticas de comunicação. Uma empresa automobilística ou uma fábrica de cerveja estariam fadadas ao insucesso se assim não o fizessem. Lógico que, num caso específico de administração "da empresa pública", que é uma prefeitura, há que se pensar num projeto de comunicação diferenciado. Não se trata de "vender" uma imagem e sim de criá-la. Não se trata, muito menos, de fazer a maquiagem de uma realidade, mas torná-la mais transparente possível. Esse é um processo dinâmico, que requer antes de tudo experiência em políticas de comunicação social. Comunicar seria envolver toda a comunidade num processo participativo. Isso é, colocar a comunidade em comunhão com a administração. Não se trata apenas da publicação de jornais oficiais, de distribuir anúncios para rádios, jornais e TVs, de confeccionar revistas, folders ou até mesmo em se ater à publicação dos atos do poder administrativo nos jornais de maior circulação do município ou região. O pecado de muitos políticos tem sido o de não valorizar os bons profissionais da área de comunicação. Depois pode ser muito tarde para chorar sobre o leite derramado, ou sobre uma boa administração que não ousou ter uma política definida para o setor.


Nota do Editor: João Rafael Picardi Neto é jornalista.

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