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"Eis o Cordeiro de Deus, eis que tira os pecados do mundo!" - João 1:29
Falar do magno nascimento de Cristo é falar de Salvação, de Luz, de Revelação do Mistério, do milagre da consciência cósmica do Homem que se deu conta da Criação e de si mesmo. Natal é isso, é a festa cristã mais alegre, pois alegre ficou a Humanidade desde a encarnação do Verbo há dois milênios. Daí os presentes trocados, daí as refeições - refeições que sempre lembram a comunhão que remiu os pecados dos homens e foram deixadas para a celebração da memória do Menino. Daí a celebração no seio das famílias. Ninguém gosta de ficar longe dos seus nessa festa bendita. É o Natal da criança divina, o gesto do extremo amor do Deus Pai Todo Poderoso, mandado para carregar os pecados do Mundo. Não posso deixar aqui de relembrar das últimas doze horas do Cristo, tão artisticamente - e tão fielmente - retratadas por Mel Gibson no seu magnífico Paixão de Cristo. Para isso Ele nasceu. Por isso, meu caro leitor amigo, que me tem acompanhado nessa jornada ao longo desses meses todos pela Internet e pelos diversos jornais desse Brasil: quando ver um velho vestido de vermelho em substituição à lembrança do Menino, pode apostar que ele não celebra o Natal de Cristo. É o Inimigo travestido, fazendo a paródia da santa comemoração. Somente ele para ousar substituir a criança sagrada por uma imagem velha e decrépita, mais perto da morte do que do nascimento, o seu oposto. Nada mais postiço. Velho morre, não nasce. Consegui banir do meu lar essa caricatura grotesca e vejo muita gente fazendo isso. Faça-o, se for cristão; faça-o, mesmo não sendo cristão, mas tendo respeito por nossas coisas sagradas. Precisamos resistir ao Inimigo. Nesse Natal que se aproxima faço uma oração para todos nós, para minha família, para os amigos de quem sei o nome, para os amigos que ainda não conheço pessoalmente, para você, meu caro leitor anônimo, que é a razão do meu esforço de escrever. Peço ao Cristo Salvador por todos nós, pela paz, pelas famílias, pelos doentes, pelos desempregados, pelos enfermos, por aqueles que têm na alma o aguilhão que só ele sabe o quanto é profundo e o quanto dói. Peço pelos solitários e abandonados. Peço pelos que têm fome e sede de Justiça. Não podemos rejeitar a nossa própria cruz, bem o sabemos, mas podemos pedir ao Pai o alívio que, também bem o sabemos, nem sempre somos dele merecedores. Um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos vocês. Nota do Editor: José Nivaldo Cordeiro é economista e mestre em Administração de Empresas na FGV-SP.
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