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Medicina e Saúde
28/12/2004 - 07h07
Problemas dentários chamam a atenção
 
 

Quase a metade dos adolescentes brasileiros com 18 anos já perdeu pelo menos um dente pela falta de higiene. Negligência com a saúde bucal, fumo, stress, dietas inadequadas, traumatismos dentais decorrentes de atividades esportivas e até mesmo a colocação de piercings dentais constituem riscos freqüentes às dentições dos adolescentes, que também ficam expostos à chamada "doença do beijo".


Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde mostra que 45% dos adolescentes com 18 anos já perderam pelo menos um dente pela falta de higiene, sendo que 28% deles tiveram todos os dentes extraídos em uma das arcadas. Para estudar e tratar os problemas odontológicos dos adolescentes, foi criada recentemente uma especialidade chamada de odonto-hebiatria. A atenção especial a essa faixa etária é bem-vinda, uma vez que, no Brasil, cerca de 2,5 milhões de adolescentes nunca sentaram na cadeira de um dentista. Em janeiro de 2005, os problemas dentários dos adolescentes estarão entre os principais temas a serem discutidos no 23º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, no Pavilhão Anhembi.

"Essa faixa etária é marcada por algumas dificuldades muito específicas, como a falta de motivação e cooperação para as questões de saúde bucal. Cabe ao profissional de odontologia saber abordar com o jovem as suas dúvidas, escutar as suas queixas e tentar orientá-lo de uma maneira franca, simples e direta", diz o Dr Mário Kruczan, membro da Federação Européia de Periodontia. Segundo o especialista, os dentistas que acompanham os adolescentes também devem estar atentos ao desenvolvimento crânio-facial e ao estabelecimento da oclusão normal, verificando se há espaços necessários à erupção dos dentes. "A ortodontia está muito presente na adolescência e visa a corrigir os dentes mal posicionados ou muito juntos, além do mau alinhamento das arcadas", explica. Comum entre adolescentes, o uso do aparelho requer uma escovação mais rigorosa devido ao maior acúmulo de resíduos alimentares entre os dentes.

"De um modo geral, as meninas têm uma preocupação estética maior e querem ficar com um sorriso perfeito, recorrendo cada vez mais a tratamentos como, por exemplo, clareamento dental", conta o Dr Kruczan. Quando a preocupação com a beleza, muito comum nessa idade, ganha contornos de obsessão e a adolescente desenvolve bulimia, os prejuízos para os dentes não tardam a aparecer. "Transtorno alimentar que consiste no vômito praticado após a alimentação com o intuito de emagrecer, a bulimia pode causar um fenômeno chamado de erosão dental, em que o ácido clorídrico encontrado no estômago danifica as estruturas dentais", esclarece o dentista. De acordo com o Dr Kruczan, nas meninas, as alterações hormonais ligadas ao início dos ciclos menstruais e ao aparecimento dos caracteres sexuais secundários também repercutem na saúde dos dentes. "Associadas a hábitos alimentares inadequados, as alterações hormonais podem facilitar o surgimento de cáries e problemas periodontais", afirma.

Principal responsável pela queda dos dentes, a gengivite atinge um número considerável de jovens. "Vermelhidão, inchaço na gengiva, sangramento fácil durante o uso do fio dental e escovação podem ser sinais de doença periodontal, que acarreta um outro problema para a vida social dos adolescentes: o mau hálito", diz o Dr Kruczan. "As pericoronarites, inflamações muito dolorosas nas gengivas ao redor dos sisos, também são muito freqüentes nessa faixa etária", complementa. Segundo o especialista, o fumo, o stress, as dietas inadequadas e ricas em açúcares, traumatismos dentais decorrentes de atividades esportivas e até mesmo a colocação de piercings dentais constituem riscos freqüentes às dentições dos adolescentes. Outro risco a que eles estão expostos, sobretudo em tempos de ficação, é de contrair a chamada doença do beijo. "Transmitida pela saliva, a doença atinge, na maioria das vezes, adolescentes e crianças. Os sintomas são parecidos com os da gripe: febre, mal estar e dor de garganta. Entretanto, raramente evolui para outras complicações e cerca de 90% da população tem anticorpos para combatê-la", conclui.

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