20/03/2026  09h18
· Guia 2026     · O Guaruçá     · Cartões-postais     · Webmail     · Ubatuba            · · ·
O Guaruçá - Informação e Cultura
O GUARUÇÁ Índice d'O Guaruçá Colunistas SEÇÕES SERVIÇOS Biorritmo Busca n'O Guaruçá Expediente Home d'O Guaruçá
Acesso ao Sistema
Login
Senha

« Cadastro Gratuito »
SEÇÃO
Crônicas
31/12/2004 - 19h02
Feliz ano novo
Eduardo Carvalho - Agência Carta Maior
 

Reservei-me o privilégio de publicar a última crônica do ano apenas para gozar do prazer de compartilhar com os leitores este momento de reflexões sobre o que passou e sobre o que virá.

São perguntas importantes que se tornaram banais, que tiveram seus profundos significados extirpados de nossas mentes e de nossos corações, transformando-se em enjoativos jargões de fim de ano. Afinal, a quem interessa que nos questionemos sobre nossas realizações?

Sejamos honestos... quem de nós realmente se silencia por alguns instantes para ver, dos fundos ocos da linguagem humana, escaparem, em frestas de silêncio, em nesgas de entendimento, vislumbres vicejantes a mostrar o indizível? Quem busca ouvir, em seu íntimo, a resposta para uma pergunta tão banalizada como: "o que desejei e o que realizei neste ano que acaba?"

Responder esta pergunta seria fácil: bastaria inventariarmos os pedidos do último réveillon e contrastar o resultado com a soma das realizações! Mas quem de nós lembra-se com precisão de tudo o quanto pediu enquanto pulava as sete ondas, ou dava as pauladas no poste da esquina, ou quebrava pratos com estardalhaço, ou engolia as sete uvas, as sete lentilhas, as sete sementes de romã!!!

Uma resposta honesta, no entanto, esbarraria em uma impossibilidade lógica: a inviabilidade de realizar o suficiente uma vez que nos enveredamos pela senda do desejo. Isso mesmo, quando se vive preso aos desejos, nada sacia, nada satisfaz, mesmo que tudo se conquiste.

Complexo? Eu explico, mas explico em forma de votos de fim de ano:

Estejamos, em 2005, ainda mais alertas. Tenhamos saúde e tranqüilidade para que, antes mesmo de realizarmos mais, possamos desfrutar um pouco do que já conquistamos, para que a vida não se estagne no solitário gesto de acumular.

Lembremos de que, quando tudo estiver, enfim, disponível e acessível na quietude de nosso espírito, não devemos querer reter ou possuir a felicidade, tornando-a um bem escasso e invejado! Estejamos prontos para apenas permanecer nela imersos, sem desejá-la, sem retê-la, sem possuí-la. Prontos para, simplesmente, sermos felizes!

Que 2005 seja um ano em que possamos estar mais próximos do possível mundo melhor pelo qual tanto lutamos e que ele possa traduzir o início do fim de nossos tormentos de ver tanta dor, desigualdade e injustiça que tornam o sonho de paz e felicidade algo distante de nossos dias.

Feliz ano novo!

PUBLICIDADE
ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES SOBRE "CRÔNICAS"Índice das publicações sobre "CRÔNICAS"
31/12/2022 - 07h23 Enfim, `Arteado´!
30/12/2022 - 05h37 É pracabá
29/12/2022 - 06h33 Onde nascem os meus monstros
28/12/2022 - 06h39 Um Natal adulto
27/12/2022 - 07h36 Holy Night
26/12/2022 - 07h44 A vitória da Argentina
· FALE CONOSCO · ANUNCIE AQUI · TERMOS DE USO ·
Copyright © 1998-2026, UbaWeb. Direitos Reservados.