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Medicina e Saúde
07/01/2005 - 06h26
O papel da odontogeriatria na sociedade
Taís Laporta
 
Problemas bucais comprometem não só o sistema digestivo do idoso, como também a saúde sistêmica.

Segundo estimativas mundiais, o número de idosos deve duplicar até 2025. Para o Brasil, a projeção é de 33 milhões de pessoas com esse perfil, cerca de 19 milhões a mais que hoje. Em paralelo, acredita-se que neste período, de cada 2 pacientes que visitarem os consultórios dentários, 3 serão idosos. Pensando nisto, a odontologia ampliou sua atuação ao atendimento especialmente geriátrico.

A odontogeriatria - tratamento odontológico para idosos - trabalha com a prevenção e tratamento de doenças bucais que podem comprometer a saúde sistêmica dos idosos. Para o cirurgião-dentista Leonardo Marchini, formado pela FOSJC-UNESP, o profissional desta área deve ser preparado para atender o idoso de forma especial. "As alterações relacionadas à idade, não só na boca, como no organismo em si, exigem modificações na conduta do profissional durante o tratamento", acredita.

Odontogeriatria exige preparo especial

Em função da impossibilidade de locomoção ou falta de recursos, é importante também que o especialista esteja preparado para a prática odontológica em domicílios, hospitais, casas de repouso ou asilos. Para tanto, existem equipamentos portáteis que levam ao paciente todo o conforto de um consultório dentário.

Dr Leonardo, que se especializou nesta prática conhecida como "home care", explica sua importância. "O home care nasceu quando dentistas notaram que a ausência de visitas aos consultórios não era apenas falta de conscientização. Muitas pessoas, em sua maioria idosos, apresentam dificuldade de locomoção. Esta limitação faz com que elas se esqueçam de tratar da saúde bucal."

Sem tratamento adequado, inúmeros problemas bucais acometem os idosos, como a ausência de dentes, cáries e doenças periodontais. Outras doenças tem incidência maior com a idade. São elas: boca seca, bruxismo, lesões da mucosa oral, câncer, entre outras. Antes que os problemas apareçam, é possível preveni-los. "Higiene da boca e das próteses são indispensáveis. Além disso, um exame clínico anual faz o diagnóstico precoce para o tratamento adequado de lesões orais, muitas vezes não percebidas", conclui Ana Paula Falcão de Moura, cirurgia-dentista pós-graduada pela USP.

Segundo estudos da OMS, Organização Mundial da Saúde, em breve poderemos chegar aos 120 anos, e com uma vantagem: com quase todos os dentes. Mas enquanto isto não acontece, é preciso que, inclusive, pessoas sem dentes tratem da boca, como explica o Dr Leonardo. "Quem usa dentaduras deve refazer a parte de dentro a cada dois anos, pois a área de suporte muda. As próteses também precisam ser refeitas a cada cinco anos", aconselha.

Embora o número de idosos tenha subido com o aumento da expectativa de vida, as visitas aos consultórios não aumentaram na mesma proporção. Para mudar este quadro, a Drª Ana Paula acredita que é preciso investir em educação continuada. "Principalmente em universidades da terceira idade, que apresentam palestras e cursos de educação na área de saúde em seus programas", afirma.

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