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Nada contra os evangélicos, muito pelo contrário. As igrejas evangélicas cumprem importante lacuna social nas cidades carentes de convívio humano, como Ubatuba e tantas outras. Entretanto, o que temos observado na escalação do escrete municipal é uma privilegiada escolha de membros de determinada congregação em detrimento de indicações embasadas na técnica, de profissionais reconhecidos como competentes pelo mercado. As prefeituras e governos que obtiveram sucesso na difícil empreitada de administrar bem seus territórios seguiram um modelo de administração moderno investindo na profissionalização de seus funcionários e contratando sempre profissionais de sucesso em suas áreas. O modelo do clientelismo fracassou há muito, mas infelizmente ainda impera nos municípios que insistem em andar na contra-mão da história. A saída para se livrar do caos em que se encontram os municípios atrasados, é a confecção de planos diretores setoriais por firmas ou instituições especializadas e acompanhados pelos secretários municipais devidamente escolhidos por critérios técnicos e não políticos ou clientelísticos. Felizmente a nova administração está só começando e ainda tem muito tempo pela frente para corrigir distorções. Só esperamos que suas ações sejam rápidas, eficientes e que contemplem sempre o bem do município e não de poucos privilegiados. Que a nova administração seja iluminada e se inspire em modelos de eficácia e sucesso presente em muitos municípios brasileiros que saíram das trevas para a luz destruindo conceitos arcaicos responsáveis pela degradação do bem público. De qualquer forma, a esperança é a segunda das três virtudes teologais, cabendo a nós meros observadores, dentro de nossa mais franca ignorância, acreditar que tudo ainda vai dar certo, afinal a fé remove montanhas...
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