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Cada início de ano abre sempre a porta de um novo amanhecer, deixando-nos esperançosos, cientes de que boas coisas irão ocorrer, embora já conheçamos as passadas lentas dos acontecimentos, e a gama de dificuldades que acometem a Nação. Depois da ceia de Ano Novo, da visão da queima de fogos, dos abraços, dos brindes com as taças de champanhe, nossa alma fica aberta e receptiva para as energias positivas que a esperança promete atrair. É como se os badalos de um sino existente na nossa emoção anunciassem presenças faustosas, milagres para a vida brasileira tão pautada na mesmice, no desconsolo para as classes trabalhadoras, que percebem um salário-miséria, mas têm notícia dos mandatários da Nação transformando os seus cargos em empregos e aumentando acintosamente os seus salários. Ano novo corresponde ao aguardo de quiméricas ocorrências, com o sonhador antevendo o que de bom possa lhe ocorrer: um novo emprego, melhora substanciosa de salário, mais status e, quem sabe, a festiva presença de um novo amor para os não satisfeitos com o seu. É um momento de sonho e recuperação das energias perdidas ao longo do ano recém-findo. Não pensamos, no entanto, em amadurecer, subestimar a presença dos pães e circos da vida, sobrepondo a análise da vida política, quem merece ficar ou sair do poder, em lutar pela melhora da saúde, educação e defesa do cidadão, quando a marginalidade avança em todo o país, a falta de escrúpulo e interesse pelas coisas do ser humano. O ano de 2005 precisa ser um ano ativo, com as pessoas sendo participativas, interessando-se pelos destinos das verbas, do que ocorre dentro das assembléias e câmaras de vereadores, cobrando prestação de serviços e melhoras para o povo, já tão vilipendiado com relação à chamada infra-estrutura. Apesar de conhecermos toda a problemática que ronda a vida humana brasileira, não podemos perder a esperança, precisamos converter-nos em multiplicadores do que de bom possa elevar o país a um patamar de lutas, conquistas e credibilidade, e não devemos perder a confiança na terra que nos viu nascer e necessita do nosso constante apoio. Que 2005 seja um ano de muitas reflexões! Nota do Editor: Eliane Maria Arruda Silva é estudante de jornalismo em Fortaleza - CE.
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