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Dez anos. É o tempo que o Brasil e mais 190 países da Organização das Nações Unidas (ONU) têm para alcançar as chamadas Oito Metas do Milênio. Os objetivos, estipulados em 2000 com base nos maiores problemas mundiais, pretendem melhorar a qualidade de vida das pessoas. Até 2015, será necessário acabar com a fome e a miséria, levar educação básica e qualidade para todos, igualdade entre sexos e valorização da mulher, reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes, combater a Aids, a malária e outras doenças, além de gerar qualidade de vida e respeito ao meio ambiente, com todos trabalhando pelo desenvolvimento. Os objetivos são fáceis de ser alcançados. Não há quem não possa fazer um gesto na direção dessa mobilização. Nós podemos chegar lá. Mas, para isso, empresas, organizações, instituições de ensino, imprensa, governo, você, eu, vamos ter de nos unir e desenvolver ações em prol do projeto. Que tal deixar de consumir produtos de empresas irresponsáveis e denunciar aquelas que estão poluindo o meio ambiente? Fazer um levantamento dos analfabetos do bairro e incentivá-los a freqüentar a sala de aula? Ensinar artesanato para pessoas desempregadas? Promover palestras sobre os riscos da Aids e a importância do aleitamento materno? Formar um grupo de voluntários no trabalho ou no colégio? São inúmeras as possibilidades. Mas o que realmente estamos fazendo para mudar o mundo? Sugiro aceitar o desafio, e, na sua lista de afazeres para 2005, incluir mais estas oito metas. Porque nós podemos mudar o mundo. É só querer e agir. Nota do Editor: Christiane Finger é jornalista e assessora de imprensa da Parceiros Voluntários de Caxias do Sul.
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