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Recentemente, nenhum texto de autor brasileiro me comoveu mais que a carta aberta escrita pelo senhor Raymundo Wilson Barboza Braga na qual é relatado o martírio de sua família, cuja propriedade, a Fazenda São Vicente, foi invadida, saqueada e virtualmente destruída, devido à ação predatória dos terroristas do MST. Ao lado da dor e do sofrimento desta família, o que mais me comove é a certeza que no estado atual em que se encontra o Brasil já não adianta mais simplesmente expor o mal para poder erradicá-lo. Já não adianta demonstrar que a massa do MST não é composta por trabalhadores rurais, destituídos de alguma forma de suas terras, mas por desempregados urbanos, desocupados de plantão, especuladores e aproveitadores. Os agricultores de verdade são mais uma exceção do que a regra, são carne de canhão usada para fins políticos ilícitos onde a reforma agrária coerente e disciplinada é substituída pela abolição da propriedade privada nos campos, abrindo as porteiras do inferno sobre as grandes cidades; Já não adianta relembrar que o direito à propriedade privada é o princípio básico sobre o qual as grandes sociedades modernas se desenvolveram. Da propriedade privada vem a organização do trabalho, a especialização das tarefas, a diversificação das vocações produtivas, o surto de criatividade tecnológica e administrativa que impulsiona os indivíduos para além de seus limites; Já não adianta alertar que os acampamentos do MST se tornaram escolas para guerrilhas, formando desde cedo nas crianças um ódio doentio pelos valores do ocidente e pela história de nossa nação, ódio esse, aliás, abertamente compartilhado pelo presente governo, cujos terroristas e guerrilheiros de uma época recente estão lentamente realizando seus sonhos de transformar o Brasil numa Cuba continental; Já não adianta apenas frisar que os cabeças do MST não são agricultores, mas intelectuais falidos, lucrando com a eterna idiotice que alimenta a mente dos brasileiros, essa nossa presunção asquerosa de achar poder fazer o bem e a caridade às custas dos outros; Já não adianta apontar que apesar dos índices recordes de reforma agrária alcançados no governo do Sr Fernando Henrique Cardoso - e que o Sr Luiz Inácio não possui disposição nem competência para chegar ao menos próximo - tudo que se conseguiu fazer, de um modo geral, foi criar imensas favelas rurais graças à falta de vocação produtiva dessa gente; Já não adianta se revoltar com as obscenas verbas destinadas ao MST, sem que este seja, pelo menos, uma organização juridicamente constituída; O MST além de receber dinheiro público - roubado do contribuinte - possui uma imensa rede de doadores, ONGs internacionais cujos objetivos são conflitantes com os próprios interesses da nação brasileira. Mas mesmo assim as contas do MST são intocáveis, sendo qualquer menção à necessidade de auditá-las recebida com escárnio ou desdém; Já não adianta apontar o absurdo de os líderes do MST estarem buscando modificar a própria prática de transferência de terras, para que a posse seja direito não dos indivíduos, mas da entidade coletiva do MST, que transformará agricultores (os poucos que existem em seu meio) em servos de feudos burocráticos; Já não adianta repetir que o MST - que é o braço armado do PT no campo - tem ligações com um grupo muito maior e mais insidioso - o Foro de São Paulo - composto, entre outras instituições, pelo PT, pelas Farcs colombianas, pelo MIR chileno, pelos remanescentes do Sendero Luminoso peruano, e por muitas outras organizações ou Estados revolucionários e terroristas compostos por indivíduos que nunca plantaram um pé de feijão mas que matam, traficam drogas, seqüestram e, quando podem, praticam abertamente o genocídio, como é o caso do ogro caribenho, Fidel Castro. Toda essa associação perigosa e demeritória, aliás, está amplamente documentada nas atas do Foro de São Paulo. À guisa de uma triste conclusão, já não adianta chorar o leite derramado, o Estado de Direito no Brasil não passa de uma mera construção burocrática que funciona solenemente como instrumento para alimentar as volições de uma elite política revolucionária, desonesta e antidemocrática. Nós, que já sonhamos ser o país do futuro, estamos lentamente deixando a lata de lixo da História para adentrarmos nos fétidos fossos das utopias falidas. Nota do Editor: João Costa é bacharel em ciências administrativas e especialista em relações internacionais.
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