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"Muito papo e pouco pampo" - (provérbio caiçara)
Todo o imbróglio que está a marcar a péssima condução do processo para indicar o novo presidente da Fundart (Fundação de Arte e Cultura) e que se arrasta, inconseqüentemente, revela com certeza uma coisa. A administração recém instalada não dá importância devida àquilo que é pertinente à cultura. Existem regras oficiais que regulamentam a forma de escolha do presidente, que para resumir é assim. O Conselho, devidamente eleito e constituído, de posse portanto de todas as suas prerrogativas, apresenta uma lista sêxtupla ao prefeito. Este, por sua vez, indica o nome que quer para presidir a Fundart e, "fim-de-papo". O Conselho já fez a sua parte e pronto. "PT saudações". O problema é o "PT saudações". Não tem conversa. A conversa teria que ter vindo antes, como é normal em uma negociação que envolve questões políticas. É do jogo democrático civilizado, respeitada a autonomia do Conselho. Assiste-se, no entanto, a uma encrenca inócua, às vezes arbitrária, pela falta de maturidade desde o início. Então se ensejam brigas de egos, absolutamente prejudiciais e desgastantes. A educação fez escola! Quando não se sabe como querer, instala-se a marafunda que somada ao jogo de interesses, contribui para o que o vulgo chama de "boné véio". Pior é que nesse processo todo o que menos está interessando é a própria cultura. Pequenas causas, pequenos negócios. Nota do Editor: Pedro Paulo Teixeira Pinto é professor e ex-prefeito de Ubatuba. (Fonte: Ubatuba Víbora)
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