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Opinião
15/01/2005 - 15h00
Brasil-Lula: o mito da fome desinfla
Destaque Internacional - MSM
 

As estatísticas nacionais que acabam de ser divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério do Planejamento desse país, mostram que "num universo de 95,5 milhões de pessoas de 20 anos ou mais de idade há 3,8 milhões de pessoas (4%) com déficit de peso e 38,8 milhões (40,6%) com excesso de peso". A investigação conclui que "a população adulta brasileira, quando observada no seu todo, não está exposta aos riscos de desnutrição, sendo a taxa de 4% compatível com os padrões internacionais, uma proporção esperada de indivíduos que são constitucionalmente magros"; neles, o "risco de desnutrição" se caracterizou como "baixo" porque corresponde a "proporções de déficits de peso entre 5 e 10%".

O Brasil de hoje, portanto, está muito longe de ser uma nação com 51 milhões de desnutridos e "famintos", como alegou durante sua campanha eleitoral o atual presidente Lula. Nos primeiros dias de seu governo, o mandatário brasileiro chegou a basear-se nesse dado do suposto número de "famintos" - que agora verifica-se que é totalmente inconsistente -, para lançar com pompa e circunstância o programa Fome Zero, um bandeira de marketing político que promoveu o presidente e o governante Partido dos Trabalhadores (PT), e que foi difundida generosamente pelos meios de comunicação internacionais.

A investigação do IBGE foi efetuada em todo o país desde julho de 2003 até junho de 2004, com a ajuda do Ministério da Saúde, e a recente divulgação de seus resultados teve o efeito de um "boomerang" político e psicológico sobre o presidente Lula e sua equipe do Fome Zero, dentre os quais destacam-se figuras da "teologia da libertação" como Frei Betto; eles viram desinflar-se, de um dia para o outro, o mito da "fome" que haviam contribuído para difundir por todo o Brasil e surgir, simultaneamente, uma realidade oposta: a de 40,6% da população estudada que padece de excesso de peso.

Lula tratou de tirar as castanhas do fogo dizendo que as pessoas, quando são interrogadas por institutos de opinião a respeito da fome que passam, "as pessoas têm vergonha" de reconhecê-lo e que, por isso, os dados do IBGE não seriam fidedignos. Todavia, o presidente do IBGE, de uma maneira respeitosa, porém categórica, explicou publicamente que o estudo do IBGE não se baseou em perguntas e respostas que possam ser interpretadas subjetivamente, senão que o que se fez foi "medir e pesar as pessoas e determinar, segundo padrões estabelecidos internacionalmente, pelo Índice de Massa Corporal (IMC), quem está abaixo do peso indicado e quem está acima".

Resulta claro, e ninguém no Brasil nega que, ainda quando os níveis de desnutrição afortunadamente sejam muito mais baixos do que os propalados pelo governo brasileiro, deverão ser enfrentados com políticas públicas adequadas, constantes e inteligentes, para diminuí-los cada vez mais. Porém, também ficou claro o descrédito em que caiu o mais conhecido programa social do governo esquerdista de Lula, o Fome Zero. Se não é lícito fazer marketing político com o lamentável estado de subnutrição, desnutrição e até fome das pessoas, menos ainda pode-se fazê-lo com a fome que não existe.

Nos países nos quais existe um mínimo de liberdade para que investigadores e entidades científicas possam examinar objetivamente as realidades sócio-políticas e manifestar publicamente os resultados de seus estudos, os exageros demagógicos das esquerdas não chegam longe e a realidade termina prevalecendo. O recente logro lulista é um exemplo característico disso.

Lamentavelmente, ao longo do século 20 e começo do século 21, as esquerdas exageraram sistematicamente os problemas sociais, para tentar justificar dessa maneira suas reformas de estruturas e até suas revoluções sangrentas. Assim o fez Fidel Castro em Cuba, por exemplo, pintando como catastrófica a realidade social, econômica, educacional e de saúde cubana, do período pré-revolucionário, sendo que Cuba, segundo estatísticas internacionais sérias, se situava entre os países com melhores índices sociais da América Latina.


Nota do Editor: O texto acima foi distribuído pelo informativo CubDest para vários países latino-americanos, e destaca a política fraudulenta que tem sido aplicada pelo PT, como manda o manual socialista, de exagerar ao máximo os problemas sociais de um país para justificar seus desmandos no governo. Destaque Internacional - Informes de Conjuntura - Ano VII - Nº 159 - Buenos Aires/Madrid - 10 janeiro de 2005.

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