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A temporada de verão, até agora, tem tido como personagem principal, a chuva. As pessoas com as quais nos encontramos, antes de bom-dia já tascam: "que chuvarada hein?!" Todos se incomodam muito com o mau tempo que insiste em permanecer constante durante longos dias numa cidade cuja principal atração chama-se mar. Com isso escasseiam os visitantes, os "turistas" por sentirem-se prejudicados pelo desequilíbrio entre custo e benefício; estabelece-se queda no consumo; frustra-se o mercado, provocando avarias no humor de comerciantes, adiando planos de planos de quitação de compromissos e investimentos. Conseqüentemente é prejudicada a economia local como um todo. É ruim. Se a nossa demanda turística ocorre somente em noventa dias do ano, quando o verão se faz de chuvas abundantes "a vaca vai pro brejo", força de expressão que denota uma situação real. Por outro lado, numa cidade onde o patrimônio natural é a única atração, tudo se complica. Não temos uma estrutura de lazer minimamente satisfatória num lugar onde a presença de chuvas só perde para a região amazônica. A infra-estrutura urbana também é precária, em parte pela grande extensão litorânea a exigir grandes recursos para ser realizada, por conta de suas condições naturais como, por exemplo, o lençol freático que é alto e estamos bem próximos do nível do mar. Adaptar-se a tudo isso, mais o grande índice de ocupação irregular do solo, para oferecer mais conforto às populações fixa e flutuante custa muito dinheiro. O que fazer? Esperar é o que fazemos há anos. Nota do Editor: Pedro Paulo Teixeira Pinto é professor e ex-prefeito de Ubatuba. (Fonte: Ubatuba Víbora)
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