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A odontologia, além de aliviar a dor, contribui para a reabilitação desses pacientes. O profissional da boca também auxilia no desenvolvimento da auto-estima e amplia a interação social. A recuperação implica o resgatar do ser humano em todos os aspectos, eliminando o significado psicológico das drogas. O ponto mais importante na dependência química é o procedimento farmacológico adotado pelo cirurgião-dentista, já que a eficácia dos medicamentos será afetada, diretamente, pelo tipo de droga que o dependente utiliza. É necessário também conhecer os danos possíveis na orofaringe que as drogas de abuso causam, para poder realizar o tratamento mais adequado. O cirurgião-dentista deve questionar, sempre, se o paciente está se recuperando de dependência química ou se consome alguma substância psicotrópica. Em caso afirmativo, este profissional deve evitar drogas que provoquem alterações de humor ou que reajam às substâncias das drogas consumidas. "O dependente minimiza o relato de seu consumo e considera que ainda mantém o controle do uso do tóxico. Para isso, estabelece um esquema de comunicação baseado na mentira e na manipulação para estabelecer este diagnóstico. O tratamento é realizado por meio de um vínculo de confiança para a obtenção de resultados terapêuticos satisfatórios, sem prejuízo ocasionado pelo tóxico e, se necessário, orientar o paciente para um tratamento especializado", explica o cirurgião-dentista Jorge Rodolfo Leiva. A dependência química está diretamente relacionada à doenças na cavidade oral, inclusive problemas estritamente dentários e peridentários. Segundo Leiva, existem mecanismos que potencializam o fenômeno, como lesão pelo contato direto da droga com os tecidos da cavidade oral, quando estas fazem necessariamente o percurso da boca. É o caso do álcool, tabaco, maconha, crack e outras, sendo que cada uma poderá causar lesões características ou não.
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