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Medicina e Saúde
11/02/2005 - 04h18
Como a orelha de abano afeta a auto-imagem
 
 

Quem está acompanhando a quinta edição do Big Brother Brasil já percebeu que uma das integrantes da casa constantemente ajeita seus longos cabelos negros, cobrindo a orelha. Até mesmo o apresentador do programa já se pronunciou a esse respeito, com discrição. Mas o fato é que, por mais linda que a pessoa seja, ostentar orelhas grandes quase sempre afeta a auto-imagem.

Cinco por cento das pessoas de raça branca apresentam orelhas protuberantes, popularmente chamadas de orelhas de abano. Destas, 59% herdaram a característica dos pais. "Somente a partir dos seis anos, quando os comentários feitos por coleguinhas da escola passam a ter um peso maior, é que as orelhas de abano começam a incomodar a criança. A partir dessa fase, as brincadeiras de mau gosto com relação às características físicas se tornam mais cruéis e chegam a comprometer o bem-estar geral da pessoa", diz o doutor Marcos Grillo, membro especialista e titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Grillo diz que o problema pode ser facilmente corrigido através da otoplastia, uma cirurgia plástica que dura, na maioria das vezes, menos de uma hora. E que apresenta excelentes resultados. "A otoplastia geralmente é realizada em crianças com idade entre sete e 14 anos. Mas pode ser realizada em adultos também".

Segundo o cirurgião plástico, a otoplastia geralmente é realizada em ambiente hospitalar. "Como a maioria dos casos dispensa internação, pode ser realizada num Day Hospital ou ainda em clínica de cirurgia plástica. A anestesia local é utilizada na grande maioria dos casos, sempre assistida por um anestesista".

Durante a otoplastia, o cirurgião faz uma pequena incisão na parte de trás da orelha, a fim de alcançar a cartilagem. Então, ele esculpe a cartilagem de modo a aproximá-la mais da cabeça. Pontos não removíveis podem ser usados para ajudar a manter o novo formato. Ocasionalmente, o cirurgião poderá optar por retirar uma parte maior de cartilagem, de forma a alcançar um resultado mais natural.

A recuperação se dá em poucos dias, com o paciente fazendo uso apenas de uma bandagem para proteger as orelhas. Após uma semana, a pessoa pode retornar às suas atividades normais.

"Para quem está avaliando se deve ou não passar pela cirurgia, o importante é ter sempre em mente que o objetivo maior é o aperfeiçoamento, não a perfeição", diz Marcos Grillo.

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