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Opinião
11/02/2005 - 14h59
Informação necessária e despretensiosa
Corsino Aliste Mezquita
 

Sempre afirmamos que mesmo tendo realizado muitas e variadas ações não conseguimos resolver os problemas da Secretaria Municipal de Educação, por serem múltiplos e variados. Sem dúvida em alguns bairros ou foram resolvidos ou soluções ficaram encaminhadas para resolvê-los com procedimentos posteriores simples e de baixo custo. Esses procedimentos poderiam ter sido indicados caso tivesse havido interesse por parte dos novos dirigentes.

Para evitar que pessoas menos reflexivas e, certamente, sem o conhecimento detalhado da Secretaria continuem a falar disparates que, por serem mentiras, fazem sofrer àqueles que conhecem a verdade, registrarei alguns desses encaminhamentos previamente pensados, refletidos, meditados e comunicados a alguns dos possíveis interessados.

1º - EMEI CENTRO - Pensávamos mantê-la mais um ano, em condições satisfatórias de funcionamento, para executar o projeto aprovado para a ELEKTRO sem a presença de alunos no prédio. Não houve desleixo nem irresponsabilidade de nossa parte. Para a área da ELEKTRO outros projetos estavam pensados.

2º - EMEI DO SACO DA RIBEIRA - Programamos as ações no bairro para desativá-la, em 2005, sem prejuízo do atendimento às crianças de Ensino Fundamental e Educação Infantil. O ambiente externo do prédio está poluído pelo posto de gasolina e pelas indústrias vizinhas. No prédio que se encontra a margem da rodovia SP-55 pensávamos construir duas salas e os equipamentos necessários para berçário e atender todas as crianças de 06 (seis) meses a 06(seis) anos em ambiente adequado para eles e separados das crianças maiores do Ensino Fundamental. Com pouco dinheiro poderá resolver-se um grave problema do Saco da Ribeira - Lázaro. Caprichos e desentendimentos da comunidade é ela que deverá resolver. Como, no prédio velho da EMEI, também funciona o Posto de Saúde cabe decidir o que fazer com ele após reformá-lo.

3º - EMEI DO RIO ESCURO - Ampliamos a EM Maria das Dores Santos Carpinetti para, sem prejuízo do atendimento aos alunos, poder construir, no bairro, em 2005, uma EMEI - CRECHE com capacidade para atender as necessidades crescentes daquela comunidade, nos próximos anos.

4º - Deixamos com projetos prontos, aprovados pela FED, com área para serem construídas e previsão orçamentária as Es. Ms. do Ipiranguinha e do Horto -Figueira. Ambas eram para nós prioridade absoluta para evitar os três períodos da E. M. Gov. Mario Covas Júnior e a direção partilhada da EM José Celestino Aranha.

5º - Outras ações estavam pensadas em ambientes preparados para que fossem fáceis, de pequeno custo e com soluções projetadas para vários anos. Algumas:

a) EM Sebastiana Luiza de Oliveira Prado - Ampliação que evite o congestionamento atual por vários anos;
b) EM Teresa dos Santos - EMEI Creche para atender todas as necessidades dos bairros do Sertão da Quina, Araribá e Vila Santana;
c) EM Agostinho Alves da Silva (Lagoinha) - Escola nova;
d) EM Enesmar de Oliveira - Remover o Posto de Saúde e ampliação no terreno desapropriado em 2003;
e) EM Judit Cabral dos Santos - Creche, já em 2005;
f) EM João Alexandre - EMEI Creche;
g) EM Marina Salete N. do Amaral - EMEI Creche;
h) EMEI Maria Alice Leite Silva - Reforma, Ampliação e adaptação do antigo Posto de Saúde;
i) Construção de Quadras cobertas etc. etc. Tudo isso que relacionamos poderá ser feito neste primeiro ano, se houver agilidade na realização de processos necessários. Dinheiro existe e terá que ser empregado neste exercício.

Relacionamos, apenas, algumas das ações que tinham sido pensadas, meditadas e até conversadas com alguns dos interessados. Não podemos ser acusados de irresponsáveis e desleixados. Cabe aos atuais administradores tomar conhecimento do que existe, verificar onde se encontram os picos de demanda, resolver os problemas do presente e planejar o futuro, construindo escolas amplas e funcionais que resolvam os problemas do presente e do futuro. Existe um longo caminho a percorrer, em Ubatuba, até conseguir que todas as crianças de 06 (seis) meses a 16 (dezesseis) anos tenham garantida uma vaga em uma escola de qualidade. Ficar parados no caminho, responsabilizando o passado, não leva a nada.


Nota do Editor: Corsino Aliste Mezquita, ex-secretário de Educação de Ubatuba. Fonte: Ubatuba Víbora.

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