|
Nutricionista alerta contra a ingestão de fat burners.
A busca incansável pelo corpo perfeito, onde predomina a teoria de que se pode comer de tudo e mesmo assim emagrecer tem levado algumas pessoas a atitudes inconseqüentes e perigosas. A mais nova promessa de um emagrecimento rápido e sem sofrimento chegou a muitas academias em todo o mundo e também ao Brasil: trata-se dos fat burners. "São suplementos nutricionais que prometem queimar gordura localizada", afirma a nutricionista do Mundo Verde, Flávia Morais. Segundo a especialista, não existe estudo científico que comprove a eficácia desse produto. "Apesar das promessas de emagrecimento, os fat burners passam a impressão de queima de gordura, porque em sua fórmula há componentes diuréticos e laxantes". Outro componente que pode fazer parte dos fat burners é a planta ma huang, que tem como princípio ativo a ephedra. "Esse princípio é extremamente perigoso porque acelera o metabolismo e estimula o sistema nervoso central. A diminuição de peso acontece, sim, mas alguns dos efeitos colaterais que surgem podem ser a aceleração dos batimentos cardíacos, o aumento da pressão sangüínea e a sobrecarga do sistema circulatório, além de outros, mais graves ainda, como distúrbios psíquicos e lesões nas articulações e músculos, podendo ainda causar parada do músculo cardíaco", alerta Flávia. A nutricionista adverte que esses produtos são proibidos, porém entram no Brasil facilmente, a maioria vinda de outros países, onde são encontrados com facilidade. Ela também alerta sobre outro produto que promete fácil emagrecimento e faz o papel dos fat burners. São os hormônios sintetizados que, se tomados em excesso, podem interferir no bom funcionamento da glândula tireóide. "É preciso deixar bem claro, aos milhares de pessoas que querem emagrecer a qualquer custo, que não há no mercado dietas e/ou produtos milagrosos. Para se perder peso com saúde ou mantê-lo, deve-se aderir a uma dieta equilibrada, onde se come de tudo um pouco, em pequenas quantidades, e praticar uma atividade física constante", finaliza Flávia Morais.
|