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Opinião
08/03/2018 - 06h13
Neofeminino
Alice Schuch
 

Neofeminino (=) amor ao jogo!

Neofeminino (=) novidade que qualifica a vida: complementariedade!

O prefixo neo, na língua grega significa novo, nato, recém-nascido. Ao ouvir as palavras do grande concertista Andrés Segovia dei-me conta que nós, mulheres do Terceiro Milênio, somos agentes de uma nova mulher, de uma mulher recém nascida, então através de um flash cunhei um termo Neofeminino, neologismo perfeito para representar aquilo que somos e queremos hoje: novas mulheres que vivenciam a própria atemporal feminilidade aliada ao poder, sofisticação, estilo, business appeal, força e vontade na busca constante do ambicionado projeto vitorioso.

Então, tal como fala Segovia ao referir-se à sua trajetória vencedora, dizemos também nós: “Me encanta a minha força. Quando você tem força e vontade pode superar muitos obstáculos. Vejo porém que a sorte esteve a meu lado e tudo foi chegando, lentamente... Não me distrai, não atendi a nenhum outro chamado e nisto constituiu-se a minha força: em persistir”.

Tantas feministas dos passados séculos lutaram bravamente para que tivéssemos acesso às cartas e sentássemos à mesa para jogar, graças a elas hoje não aceitamos depender. Dependência quer dizer: tu deves me dar porque tens mais, tu me dás porque sou mais fraca, tu me dás porque desejo possuir o que é teu.

O feminino que vejo hoje é a tomada de posição que nasce de uma forma de evidência da nova mulher integrada na sociedade não como o Outro, mas a título de ser humano que compreende a própria consistência de valor e de capacidade resolutiva. Então, com as cartas na mão, jogamos de modo claro e limpo, com autoridade, verdade e força, em coerência com a identidade que cada uma de nós é oriunda das leis da própria natureza.

Hoje, tempo do Neofeminino, somos capazes de introduzir uma novidade que requalifica a vida, a reciprocidade, isto é: eu tenho algo que tu não tens, tu tens algo que eu não tenho e juntos podemos fazer mais, como refere a obra Verso la donna 2000, de Antonio Meneghetti.

Mostremos ao século XXI quem é a mulher, o que queremos e o que somos capazes de fazer para evoluir, formalizar, ser um destino, um vetor, uma história bem sucedida para o progresso de todos.

Amor ao jogo!!!


Nota do Editor: Alice Schuch, escritoria, palestrante, doutora e pesquisadora do universo feminino.

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