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Opinião
14/04/2018 - 07h50
O semideus
José Luiz Boromelo
 

Conforme o Art. 5º da Constituição Federal, “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” A ser respeitada a redação da Carta Magna, haveria de ser garantido a todos os cidadãos, indistintamente, tratamento equânime e perfeitamente isonômico. Acontece que nesse País virou moda interpretar a lei de acordo com interesses próprios, ou de acordo com os interesses de certas personalidades políticas. Sob essa ótica, não é difícil para o cidadão comum perceber que o preconizado na Constituição Federal não passa de falácia e só atinge mesmo aqueles sem condições de contratar os serviços de defensores altamente qualificados, cujos honorários milionários contemplam apenas alguns poucos privilegiados. E isso ocorre frequentemente, especialmente depois do início da Operação Lava Jato, que levou para o cárcere empresários, políticos e outros profissionais, que, via de regra, compartilhavam com os mesmos objetivos criminosos: lesar sistematicamente o patrimônio público. Entre eles se destacou, por sua influência política e relevância do cargo ocupado, o ex-presidente da República Luís Inácio da Silva, o “Filho do Brasil”, o “pai dos pobres”, a “viva alma mais honesta do País”.

Com uma aprovação em torno de 80% ao deixar o cargo, Lula nadou de braçada no cenário político nacional. Por sua indicação e com seu apoio, emplacou a eleição e a reeleição de Dilma Rousseff à presidência. Mas os últimos acontecimentos envolvendo o ex-presidente, com a participação ativa dos militantes camisetas-vermelhas (massa de manobra é o que não falta a esse grupo), foi a cereja do bolo. Uma aventura digna dos roteiros pastelões de Hollyood, recheada com discursos inflamados conclamando a “resistência”, ruas interditadas, helicópteros em sobrevoo, incontáveis órgãos de imprensa cobrindo o evento e para deleite do público, um sentenciado homiziado em seu reduto original, à espera dos agentes federais. O ex-metalúrgico, ex-presidente da República e condenado em duas instâncias pela Justiça faz jus ao ditado popular: “O lobo perde o pelo, mas não perde o vício”. Mesmo com os desdobramentos do chamado mensalão (com a prisão de pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores) em que foram condenados 25 dos 37 réus da ação penal 470, as denúncias de corrupção continuaram. Em 2014, com a deflagração da Operação Lava Jato (que inicialmente tinha como objetivo apurar ações de doleiros que praticavam crimes financeiros com recursos públicos), a intrincada rede criminosa foi sendo gradualmente desfiada até chegar ao ex-mandatário-mor e tudo indica que muito mais sujeira será retirada debaixo do tapete, envolvendo políticos de praticamente todas as legendas.

Não é de hoje que o ex-presidente se julga um ser superior aos demais mortais. Lula nunca foi nem será um verdadeiro estadista, porque carrega consigo a prepotência e persiste no mau costume de criticar as instituições e seus integrantes, ao disparar, entre outras “pérolas”, que “... temos uma Suprema Corte totalmente acovardada...” ou ainda “... tem uma mente doentia...” (referindo-se ao juiz federal Sérgio Moro). No discurso que precedeu sua vergonhosa e cinematográfica prisão, afirmou, entre outras alucinações: “... não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia...”. Pois a “ideia” parece mesmo ter (ainda) o poder de transcender a mente alienada da escumalha psicodélica, que o acompanha em seus périplos e aplaude cada asneira proferida. Não bastasse o vexame transmitido em tempo real para todo o planeta, agora coletam assinaturas eletrônicas objetivando promover o semideus a postulante ao prêmio Nobel da Paz, por suas ações “pela redução da fome e a desigualdade social nos seus governos como presidente do Brasil entre 2003 e 2010”. O que faltaria ainda? Quem sabe uma lista assinada pelos devotos do PT endereçada ao Vaticano, pedindo a beatificação (em vida) do “santo perseguido” garanhuense. Ave, Caesar. Ave, Lula.


Nota do Editor: José Luiz Boromelo, escritor e cronista em Marialva (PR).

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