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Opinião
13/05/2018 - 07h39
Pouca vergonha!
Albano Schmidt
 

Estou indignado com o descaso com que os políticos vêm tratando o nosso Sistema Judiciário. É uma vergonha. Eles fazem de tudo para manipular, chegam ao ponto de menosprezar ordens judiciais, num total afronto às Leis deste país. É inadmissível.

Recentemente, uma gravação feita pela senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT) foi amplamente divulgada na TV Al-Jazira. No vídeo, ela afirma que a prisão de Lula é política, que ele é inocente e convoca o mundo árabe (como se todos nossos irmãos árabes compactuassem com essa armação) a ajudar o povo brasileiro na luta pela liberdade do ex-presidente.

Percebam a dimensão deste fato! Ela incitou a comunidade árabe, comunidade esta que faz parte da formação do povo brasileiro, a uma rebelião pela liberdade de Lula. Isso é um absurdo! Uma atitude contrária à Constituição brasileira. E o que mais me chama atenção são os nossos políticos que ignoram a situação, como se nada tivesse acontecido. É revoltante.

Outra situação que me deixou perplexo foi a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que retirou da alçada do juiz Sérgio Moro e transferiu para a Justiça Federal em São Paulo trechos da delação de ex-executivos da construtora Odebrecht que envolvem o ex-presidente Lula. Eles estão se articulando para beneficiar o Lula e isso é um casuísmo sem limites. A Operação Lava-Jato deu ao povo brasileiro uma luz no fim do túnel. Com ela, o brasileiro começou a acreditar que muitos dos criminosos seriam punidos. Não podemos permitir que a Operação Lava-Jato seja enfraquecida. É uma questão de honra para o povo brasileiro.

Mesmo acusados e julgados, nossos políticos utilizam todos os recursos e meios possíveis para permanecerem livres. Contratam os melhores advogados, conseguem embargos, habeas corpus e engessam o nosso judiciário. Se esses políticos fossem cidadãos comuns, já estariam presos, com passaporte apreendido e muito mais.

Temos que acabar com isso, de uma vez por todas. Precisamos nos insurgir em repúdio a uma parcela do Poder Judiciário que, em vez de julgar assuntos relevantes para a nação, acaba envolvido com interesses específicos e particulares.

Como empresário, é meu dever compartilhar essas informações e lutar. Sei que tudo isso que está acontecendo vai contra os valores do brasileiro. Somos um povo pacato, nosso desejo é, sobretudo, colocar em prática o que diz a nossa bandeira: Ordem e Progresso. Queremos viver em um sistema que - com trabalho e justiça - tenhamos condições de desenvolvimento e evolução. Precisamos lutar por uma polícia melhor aparelhada, por salários justos para os professores e por ações que devolvam a esperança à nossa juventude.

Precisamos sair da zona de conforto, levantar da cadeira e ir para a rua gritar; fazer acontecer. Eu acredito na reconstrução do Brasil, mas isso só vai acontecer se cada cidadão lutar e se dedicar verdadeiramente. Não podemos cair em resignação. Nossa luta contra esse estado de coisas é grande, e só com ações fortes e concretas de todos nós é que será vencida.


Nota do Editor: Albano Schmidt é presidente da Termotécnica.

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