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SEÇÃO
Crônicas
16/05/2018 - 05h04
Ninguém merece!
Marina Alves
 

Eu não mereço, você não merece, ninguém merece. Mentira, a Clênia merece. Mas quem é a Clênia? Alguém que você não conhece, nem merece conhecer. Ninguém merece. Mas a verdade é que não dá pra entender o porquê de a gente ter que passar por isso: viver num País bagunçado, desorganizado, enlameado, enlodado. Enlodado? Não sei se existe o vocábulo, nem vou pesquisar... Mas se não existe, fica existindo, só pra ilustrar a situação em que a gente está: no lodo! Rapando a rodo! E nem todo o rodo do mundo consegue limpar a sujeira que virou esse País. Ah, bons tempos em que Jânio, anos 1960, achou que uma vassourinha dava conta. Pra se ver, que a coisa piorou. De uma piaçava, chegamos ao auge do auge.

Raul cantou, em 1980: E a empregada do patrão / Varrendo lixo / Pra debaixo do tapete / Que é supostamente persa / Pra alegria do ladrão. Pois, então, debaixo do tapetão há tanto lixo que não se pode mais disfarçar. Subiu à tona, jorrou, transbordou, inundou. Só que desta vez, pro susto — já que o lixo está à mostra — do ladrão, agora, ladrões, pois que os quarenta do Ali Babá, que todo mundo já achava muito, agora são fichinhas perto dos quase mil que trafegam em nossos espaços terrestres, aéreos e marítimos.

Eu não mereço, nós não merecemos. Não digo que afora a corja-mor, não existam outras menores por aí. Existem e muito! Quem nos dera o mundo fosse feito só de gente decente. Infelizmente são muitos também os que, acostumados ao jeitinho pra tudo, botam tudo a perder. Mas aqui o tema são os grandões, onde tudo funciona com ÃO: milhão, bilhão, zilhão rimando com ladrão. Caras de pau! Assim, eles se apresentam todos os dias nas mídias, justificando seus erros, nos tratando como parvos, meros idiotas, palhaços — no sentido mais pejorativo da palavra. E o pior é que há mesmo muitos parvos que ainda acreditam em suas balelas — não bastasse, as defendem!

Fico pensando a que ponto chegaremos nesta completa e complexa avacalhação que virou nossa governança. Homens de terno, nossos supostos representantes, sem a menor competência pra nos representar, um bando de despreparados, sem um pingo de elegância ou o mínimo de decoro e caráter. Hoje, diante das câmeras, a qualquer momento é possível vê-los se digladiando, trocando farpas, gritando ofensas — impressionante! — literalmente partindo pros tapas. Ninguém quer largar o osso, e uma coisa caída em desuso chamada vergonha passa longe. Óleo de peroba para suas caras talhadas à falcatrua, brilhosas de ambição — e sem brio algum — já não atende à demanda.

Enquanto isso, o que nos resta? Ficar na expectativa de um naco da pizza? Ninguém merece! Nem eu, nem você, nem ninguém. E a coisa tá tão ruim que, neste caso, até admito uma exceção: nem a Clênia!

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