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Opinião
13/03/2019 - 06h23
A chuva e a omissão ambiental
Dirceu Cardoso Gonçalves
 

A estabilidade do ambiente em que vivemos é uma das maiores dívidas dos sucessivos governos e dos diferentes segmentos da sociedade para com a população brasileira. O desbravamento das florestas e a montagem das estruturas urbanas e de produção foram irracionais e, mesmo depois de lançada a preocupação ambiental, nunca os processos corretivos foram aplicados adequadamente. O que temos hoje são imensas armadilhas que, com o tempo poderiam ter sido eliminadas mas, com a desculpa da falta de recursos, opções político-administrativas equivocadas e desleixo, as soluções conhecidas são seguidamente proteladas. A maioria das inundações ocorre porque o homem ocupou irresponsavelmente a área das várzeas e, pior que isso, desmatou áreas lindeiras sem os cuidados para evitar que a areia e outros materiais sejam lançados pela chuva no leito dos rios.

Mais lamentável é que temos no Brasil conhecimento técnico suficiente e competente para a solução dos problemas. Nossos centros técnicos absorveram, a longo dos anos, informes de como Estados Unidos, Europa e outros pontos mais desenvolvidos do planeta fizeram para mitigar os desastres decorrentes das águas. O aproveitamento hidrelétrico dos nossos rios obedece a técnicas bem aplicadas lá fora, mas o mesmo não ocorre em relação a providências complementares à exploração do potencial energético. Tudo aquilo que não apresenta renda imediata para pagar seus custos e gerar lucros, é deixado para depois. A questão ambiental, em vez de trabalhar pela salubridade do ambiente, descambou para a luta ideológica, tornando-se um imenso cabo de guerra onde o ambiente sucumbiu diante dos interesses subalternos dos seus ditos defensores.

Já passou muito da hora de os governos - federal, estaduais e municipais - adotarem medidas concretas para impedir a ocupação irregular das várzeas e encostas, promover a recuperação das áreas de escape das águas hoje bloqueadas, fazer a manutenção acurada das redes de galerias pluviais e chamar todos os usuários à responsabilidade. Os governos têm de acabar com a politicalha de parar ou atrasar obras iniciadas por seus antecessores, para que os projetos iniciados cheguem ao fim antes de se iniciar novos empreendimentos no mesmo setor.

Neste início de semana o transtorno foi em São Paulo e sua região metropolitana, com muitos prejuízos materiais e mortes. Recentemente foi no Rio de Janeiro. A chuva, fenômeno previsível, tornou-se ameaça em toda parte, desde os grandes até os menores municípios. Resultado da falta de respeito ambiental e da incúria das autoridades que, no mínimo, são omissas. Isso quando não são políticos travestidos de ambientalistas que ganham votos e até dinheiro mediante a proposta de defender aquilo que nunca defenderam. O presidente Bolsonaro, que tem falado contra os que ameaçam a soberania da Amazônia, precisa também exigir que todas as localidades voltem suas vistas para a questão ambiental local que, para o munícipe, é tão ou mais importante do que manter a soberania nacional sobre nossa grande floresta.


Nota do Editor: Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo e dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).

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