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Medicina e Saúde
09/11/2019 - 07h39
Mãe tranquila, bebê nutrido
 
 
Mulheres devem atentar-se a alguns fatores na hora do aleitamento para que a experiência seja boa para ela e para a criança

No começo, amamentar gera estranhamento, dor e cansaço. Porém, com o passar do tempo, torna-se prazeroso para a nutriz e fundamental para o bebê. Em uma conversa com o dr. Lúcio Cury, pediatra, alergologista e imunologista, discutimos tudo o que é preciso saber para aproveitar ao máximo esse momento de conexão entre a mãe e a criança.

“O leite materno deve ser ofertado logo após o nascimento, ainda na sala de parto”, afirma dr. Cury. O aleitamento será a alimentação exclusiva do bebê até os seis meses de vida e ainda acompanhará sua trajetória após a introdução de outros alimentos até os dois anos de idade. Antes de cada mamada, a mãe deve estar relaxada, em um ambiente tranquilo, com as mãos e mama devidamente higienizadas. “Fatores de estresse podem dificultar a produção do leite. Portanto, a amamentação deve ser feita de forma agradável. Se houver dificuldade ou dor, é necessário pedir ajuda ao pediatra”, explica.

O leite materno têm inúmeros benefícios em relação ao das vacas: as proteínas presentes são mais bem digeridas pela criança, possui a quantidade adequada de vitaminas e minerais, é rico em água e, apesar de ambos terem a mesma quantidade de ferro, o materno é melhor absorvido. Assim, o(a) filho(a) cresce de maneira saudável no que diz respeito à digestão, funcionamento da flora intestinal, ação de anticorpos e desenvolvimento da musculatura oral.

Já em relação à nutriz, a amamentação libera ocitocina, hormônio que promove contrações uterinas no pós-parto, diminuindo a chance de hemorragia e auxiliando na recuperação do corpo. A sensação de bem-estar e a atenuação da incidência de depressão entre as puérperas também são impactos positivos, de acordo com dr. Cury.

Porém, alguns problemas podem acontecer. Bico do peito plano ou invertido, esvaziamento inadequado e uso de anti-inflamatórias podem comprometem a produção do leite e tornar o ato menos prazeroso para a mãe. “Toda e qualquer dificuldade deve ser discutida com o pediatra, para que ele possa orientar os procedimentos seguintes”, ressalta o médico. No caso de mulheres que não podem amamentar, os bancos de leite são uma opção interessante para não prejudicar a nutrição do bebê.

Também é importante lembrar que o famoso “leite fraco” não existe. O que acontece é que, antes do leite mais espesso e amarelado, a criança recebe o chamado “leite anterior”. Este é rico em água e serve para hidratar, enquanto aquele é rico em gordura e tem como função saciar e ajudar no ganho de peso do lactente. “Por isso, não é recomendável que a nutriz fique trocando as mamas, pois poderá prover apenas o anterior, impedindo a alimentação adequada do bebê”, alerta dr. Cury.

E no meio de tudo isso, qual é o papel do pai? Segundo o médico, dar carinho, amor e apoio para que a mãe se sinta bem e segura. “Uma nutriz feliz, tranquila e com boa autoestima produz mais ocitocina e, consequentemente, mais leite!”. A calma e a delicadeza por parte de toda a família são a chave para o sucesso nessa fase tão importante da vida do bebê.

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