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Opinião
10/11/2019 - 05h44
Edge Computing e o futuro da computação
Marcelo Barradas
 
Ao atuar de maneira descentralizada, o Edge Computing melhora a experiência do usuário e contribui na redução de custos

Há quinze anos quem poderia imaginar um mundo tão conectado? Hoje, a transformação digital é uma realidade que tem gerado uma demanda por dados de maneira exponencial e sem precedentes. Segundo o Gartner, o mercado global de software corporativo terá um crescimento estimado de 8,4% em relação a 2018, movimentando receitas da ordem de US$ 421 bilhões, sendo que as aplicações de Business Analytics terão um papel de destaque. O uso de tecnologias inovadoras para geração de insights que podem aprimorar o atendimento ao cliente é uma das principais tendências para as organizações que desejam se diferenciar na nova economia.

Neste cenário, o Edge Computing assume um papel fundamental para transformar os ambientes de negócios e mudar a maneira como você pensa infraestrutura e soluções. A pesquisa “Data Center 2025: explorando as possibilidades”, realizada pela Vertiv, aponta que o Edge Computing, que surgiu para lidar com tráfegos volumosos de dados, vai avançar 226% nos próximos cinco anos. A tecnologia funciona como uma rede de micro data centers para processar informações de forma local, ou seja, na borda da rede, mais perto do usuário.

Ao utilizar uma arquitetura altamente distribuída, composta por equipamentos colocados em datacenters de operadoras de telecomunicações espalhados pelo país, e também por equipamentos colocados nos escritórios, lojas ou indústrias dos próprio cliente, o Edge Computing permite a construção de aplicações prontas para o futuro, que garantem ao cliente melhores resultados em termos de performance, confiabilidade e segurança, ao mesmo tempo que habilitam casos de uso extremamente inovadores como reconhecimento facial. A grande vantagem é a capacidade de suportar a inserção, a entrega e o processamento de um grande volume de dados em tempo real, reduzindo custos – que em alguns casos pode chegar a 99.99% -, além de melhorar a experiência dos usuários e devices.

Com a demanda crescente para entender o perfil do cliente e se antecipar às suas necessidades, e mirando sistemas de check out automatizado - como os já utilizados pela Amazon Go -, as organizações passam a ter um olhar mais estratégico sobre como a sua infraestrutura local conversa com a internet, afinal, inserir centenas ou milhares de sinais de câmeras de segurança na nuvem não é viável economicamente, e seria um inferno técnico. Apesar do Edge Computing poder ser utilizado nas mais variadas e simples funções, sem barreira técnica e de investimento inicial, ele habilita casos de uso avançados, que vão permitir a construção de negócios cada vez mais velozes e inovadores, garantindo também que as informações sejam processadas e entregues rapidamente e com segurança.

Ao monitorar o fluxo de dados em tempo real, de forma totalmente distribuída pela rede, o Edge Computing possibilita a construção de serviços de segurança multicamada, capaz de suportar diversos níveis de autenticação e autorização além de mitigar qualquer tipo de ameaça de segurança. Enquanto se melhora drasticamente o tempo de resposta na conexão de um usuário ou device - afinal o servidor estará sempre mais próximo a ele - a segurança provida é muito superior ao modelo adotado pela nuvem.

Na era digital, os dados trazem desafios, mas também grandes oportunidades para a tomada de decisões, especialmente quando a prioridade é a experiência do cliente. O Edge Computing será o diferencial competitivo fundamental na guerra da informação digital e decisivo para a continuidade e sucesso dos negócios. Sair na frente nesta nova era da computação é bola da vez para quem busca se diferenciar e maximizar resultados.


Nota do Editor: Marcelo Barradas é Diretor de Vendas da Azion.

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