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Opinião
10/11/2019 - 05h48
Novembro Azul: a importância de se cuidar
Ivana Maria Saes Busato e  Cristiano Caveião
 

Você sabia que a campanha Novembro Azul teve início em 2003, na Austrália, com um grupo de amigos que deixaram o bigode crescer? O que era considerado fora de moda na época tinha como objetivo chamar a atenção exclusivamente para a saúde masculina. Desde então, no mês de novembro é realizada a conscientização mundial para prevenção de doenças masculinas, com enfoque na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

A próstata é uma glândula que só o homem possui e localiza-se na parte baixa do abdômen, logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberados durante o ato sexual.

O órgão envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada, por isso os primeiros sintomas do tumor são a dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, dentre outros. Na fase inicial, por apresentar poucos sintomas, o câncer de próstata pode evoluir e, quando o homem procura atendimento por apresentar os sinais e os sintomas já estão em fase avançada, a cura é dificultada. Na fase avançada, os sintomas são: dor óssea; dores ao urinar; vontade de urinar com frequência, e presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Os homens que possuem histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão e tio), devem se preocupar com esse fator de risco. Os homens negros têm maiores propensões de desenvolver a doença, e a obesidade também é um fator de risco a ser considerado.

Os tumores de próstata podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. Contudo, a grande maioria aumenta de forma tão lenta, sem chamar a atenção, um dos fatores que faz com que muitos homens negligenciem sua saúde. Com a falta de sinais e sintomas, a tendência é que eles não busquem atendimento, prejudicando o tratamento e a sobrevida. Por essa razão é importante fazer exames anuais de próstata.

A doença poderá não apresentar nenhum sintoma em sua fase inicial, porém, quando manifestados, os mais comuns são: dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase mais avançada, o homem poderá ter dores nos ossos, sintomas urinários, e até mesmo infecção generalizada ou insuficiência renal.

A identificação da doença pode ser feita pelo exame de toque retal e de sangue, em que é avaliada a dosagem do PSA, o chamado Antígeno Prostático Específico.

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA). A enfermidade é considerada um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O INCA estima que para cada ano do biênio 2018/2019 sejam diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata no Brasil. É a segunda principal causa de morte por câncer em homens.

Homens a partir dos 50 anos devem procurar um serviço de saúde para realizar exames de rotina. O toque retal é o teste mais utilizado, apesar de suas limitações: somente a porção posterior e lateral da próstata pode ser palpada. É recomendável fazer o exame PSA, que pode identificar o aumento de uma proteína produzida pela próstata, o que seria um indício da doença. Para um diagnóstico preciso, é necessário analisar parte do tecido da glândula, obtida pela biópsia da próstata.

Caso a doença seja comprovada, o médico pode indicar radioterapia, cirurgia ou até tratamento hormonal. Para doença metastática (quando o tumor original já se espalhou para outras partes do corpo), o tratamento escolhido é a terapia hormonal. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após médico e paciente discutirem os riscos e benefícios.


Nota do Editor: Ivana Maria Saes Busato é coordenadora do Curso de Gestão Hospitalar do Centro Universitário Internacional Uninter. Cristiano Caveião é coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Gerontologia - Cuidado ao Idoso do Centro Universitário Internacional Uninter.

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