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Medicina e Saúde
14/01/2020 - 06h34
Tumores raros
 
 
Dificuldade de diagnóstico e tratamento inadequado comprometem prognóstico e colocam pacientes em risco

Os tumores raros, embora não muito frequentes, não podem ser esquecidos, muito pelo contrário. Especialistas devem ser estar atentos às chances de um caso não ser exatamente aquilo que parece.

"Muitas vezes o paciente vem com uma biópsia, com uma imuno-histoquímica apontando para o diagnóstico de um tumor, mas não temos certeza daquele resultado. Até mesmo o médico patologista pode ficar em dúvida muitas vezes", revela Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião oncológico do Centro de Carcinomatose Peritoneal.

Um exemplo simples desta situação é o nevo de Spitz, uma lesão de pele benigna, que pode ser facilmente confundida com um melanoma, que é o tipo mais grave de câncer de pele.

"Em situações como esta, a presença de um patologista experiente pode ser fundamental para avaliar se o caso é de melanoma ou um nevo de Spitz."

Outros casos que costumam deixar dúvidas são os sarcomas de partes moles, que são tumores que se originam em tecidos, como músculos ou gordura.

"Sempre que nos deparamos com um tumor raro, precisamos desconfiar. Não se trata de desconfiar de outro médico, mas sim do resultado do exame. Para tirar a dúvida, o ideal é solicitar uma segunda revisão de anatomopatológico, de preferência para outro laboratório e, se possível, que seja especializado naquela área."

Todo profissional que atenda pacientes com tumores raros precisa se certificar do diagnóstico para que possa tratar corretamente seu paciente.

"Às vezes achamos que o problema é um, mas quando fazemos a revisão em local especializado no assunto, o diagnóstico muda. Com esta mudança no diagnóstico, todas as orientações e até mesmo o tratamento também serão alterados", explica Dr. Arnaldo.

Um erro no diagnóstico comprometerá todo o tratamento e, também, o prognóstico do paciente. No caso de doenças graves, estas confusões acabam atrasando o início do tratamento correto, colocando a vida do paciente em risco.

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