12/08/2020  11h37
· Guia 2020     · O Guaruçá     · Cartões-postais     · Webmail     · Ubatuba            · · ·
O Guaruçá - Informação e Cultura
O GUARUÇÁ Índice d'O Guaruçá Colunistas SEÇÕES SERVIÇOS Biorritmo Busca n'O Guaruçá Expediente Home d'O Guaruçá
Acesso ao Sistema
Login
Senha

« Cadastro Gratuito »
SEÇÃO
Opinião
08/07/2020 - 07h23
A pandemia, as perdas e o novo mundo
Dirceu Cardoso Gonçalves
 

Apesar de, infelizmente, ter antecipado o fim da vida de 65,5 mil brasileiros (06/07) e ainda estar por levar milhares de outros e prejudicar muitos na saúde ou na economia (ou em ambos), o coronavírus pode ser considerado um novo divisor de águas na sociedade. Por conta de sua letalidade (verdadeira ou suposta), passamos a utilizar mais o comércio eletrônico e outros recursos que a internet e seus serviços proporcionam e eram ignorados por considerável parcela da população. Impedidos de comparecer às aulas, professores - especialmente os da rede privada que não querem perder alunos e renda - passaram a disponibilizar os ensinamentos pelos aplicativos e redes sociais. Comerciantes correram para montar lojas virtuais em paralelo às tradicionais colocadas em quarentena. Bancos ampliaram o seu já desenvolvido serviço online. Artistas descobriram o caminho da “live”, que os livra do severo controle das emissoras de TV, rádio e produtoras. Até o futebol acha na “live” a forma independente de exibir seus jogos ao grande público. Tudo isso sem falar da infraestrutura que a rede proporciona aos que trabalham em home-office, outro imperativo do período epidêmico.

Não é à toa que enquanto as autoridades de saúde ainda se empenham no controle do desastre sanitário, os estrategistas, tanto do governo quanto do mercado corporativo, já pensam sobre como será o mundo - e particularmente o país - quando o vírus acabar ou pelo menos estiver mais dominado. Muitos acham que, mercê das dificuldades e descobertas ocorridas no período, boa parte das coisas não voltarão a ser como antes. Até porque fomos obrigados a, na falta do relacionamento presencial, recorrer a serviços eletrônicos e à distância antes disponíveis mas não acessados por acomodados, incrédulos ou até ignorantes em relação à sua existência. E esses serviços, acabam se aperfeiçoando.

Muito do que era experimental, depois de passado pelo batismo de fogo da quarentena e do isolamento social (por vezes equivocado) tende a ganhar acabamento e formato comercial para todos utilizarem. Duas décadas atrás se pensava que a TV a cabo com seus múltiplos canais sufocaria a TV aberta. Isso não aconteceu. Hoje temos uma nova vertente do setor, representada pelas “lives” que só têm viabilidade porque boa parte dos receptores ligada à rede mundial de computadores, na primeira massificação da chamada “internet das coisas”. Mas é bom se preparar para, dentro de poucos anos, ter a geladeira, o ar-condicionado, o forno, o chuveiro, a iluminação, o alarme e tudo o que se utiliza dentro de uma casa ou empresa monitorado remotamente e com eles poder interagir através do telefone celular que, por certo, será mais avançado do que os hoje disponíveis.

Quando a pandemia deixar de matar - e consequentemente estiver extinta - não será difícil que, apesar do sofrimento causado, ela passe para a história como um grande empurrão para a utilização criativa dos recursos proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico. Seu isolamento deve ter antecipado um futuro que, no ritmo anterior dos acontecimentos, só chegaria em cinco ou mais anos. O mundo, positivamente, não será mais o mesmo. Quem não se preparar para absorver a mudança, poderá perder grandes oportunidades...


Nota do Editor: Dirceu Cardoso Gonçalves é tenente da Polícia Militar do Estado de São Paulo e dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).

PUBLICIDADE
ÚLTIMAS PUBLICAÇÕES SOBRE "OPINIÃO"Índice das publicações sobre "OPINIÃO"
12/08/2020 - 07h04 Uma boa panela de pressão
12/08/2020 - 06h59 Tantos partidos e nenhuma vida partidária
11/08/2020 - 07h02 A crise e a lagosta
11/08/2020 - 06h58 Somos todos humanos
10/08/2020 - 07h10 Volta às aulas: o ponto arquimediano
10/08/2020 - 07h05 O que sustenta a economia?
· FALE CONOSCO · ANUNCIE AQUI · TERMOS DE USO ·
Copyright © 1998-2020, UbaWeb. Direitos Reservados.