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Opinião
25/02/2021 - 06h13
Reindustrializar para o Brasil avançar!
Luiz Carlos Motta
 

Recuperar os empregos que foram perdidos antes e durante a pandemia é o grande desafio para governos, empresas, movimento sindical, legislativo, judiciário e as chamadas forças vivas da sociedade brasileira. A retomada da economia depende de uma série de fatores. A aceleração no ritmo da vacinação contra a Covid-19 vai ajudar na volta ao trabalho. Mas o retorno do auxílio emergencial, agora chamado de Bônus de Inclusão Produtiva (BIP) é necessário e urgente para fazer girar o motor da economia. Estamos lutando para que o benefício atinja o maior número possível de necessitados e não só 30 milhões de brasileiros, como anuncia o governo federal.

Comprando produtos e serviços, os brasileiros aquecem o comércio que contrata mais e faz mais encomendas às indústrias. Mas é preciso ficar atento. Quando a China fechou as fronteiras para estrangeiros há um ano, devido à Covid-19, fábricas em várias nações começaram a interromper a produção devido à falta de componentes, como os de eletroeletrônicos e de automóveis.

No Brasil, muitas indústrias entraram em falência, outras reduziram ou suspenderam temporariamente sua produção. E os reflexos ainda persistem com atrasos nas entregas de encomendas para as indústrias e, destas, para o comércio. Tudo isso vem pressionando alguns preços para cima, o que é muito perigoso para todos, ainda mais para os trabalhadores que sofrem com o desemprego e com o alto custo de vida.

Independência

Diante desse quadro é necessário tratar da reindustrialização no Brasil. É preciso modernizar nosso parque produtivo para dar conta da demanda nacional, exportar o excedente e reduzir a dependência das importações. Esse avanço irá colocar o Brasil numa posição privilegiada na América Latina e no mundo com qualidade e preços competitivos internacionalmente e o principal, vai gerar emprego e renda para todas as faixas de trabalhadores em nosso país. Só assim, deixaremos de depender apenas da produção e exportação de soja, carne e minérios.

Para que a reindustrialização ocorra é necessário a elaboração de um projeto com envolvimento de todos os que fazem parte da cadeia produtiva. Não se trata de oferecer subsídios governamentais ou isenções para setores que não oferecem contrapartida com geração de empregos e impostos. É preciso, antes de tudo, eleger prioridades e adotar estratégias.

Ideias

Vejam que durante a pandemia os governos não conseguiram motivar as indústrias a produzirem equipamentos de proteção individual, máscaras e respiradores, só para ter alguns exemplos. É preciso transformar crise em oportunidade. Li uma declaração do coordenador de um grupo de pesquisa da Fiocruz, Carlos Gadelha sobre o Sistema Único de Saúde, o SUS, que é dependente das patentes de produtos da saúde. O especialista disse que 80% das patentes pertencem a apenas 11 países e que, todo ano, o Brasil gasta o equivalente ao orçamento total da saúde em produtos importados.

Essa dependência vem crescendo e, pela avaliação de Gadelha, seria possível alavancar a indústria, preparando o país para situações de pandemia, gerando empregos, consumo interno e tecnologias nacionais, sendo que, neste caso, o principal cliente seria o próprio SUS. Este é apenas mais um exemplo de que é possível azeitar a cadeia produtiva nacional com ideias criativas e viáveis. Mas é preciso dar os primeiros passos, que passam por importantes reformas como a tributária, com a redução do custo Brasil. E essa responsabilidade cabe também ao Congresso Nacional.
 
De acordo com a pesquisa Focus mais recente, realizada pelo Banco Central, a expectativa dos economistas é de uma contração de 5% da produção industrial em 2020, passando a um crescimento de 4,78% neste ano. É um bom sinal, mas para garantir a tendência de crescimento é fundamental que o Brasil faça as reformas que o momento exige e tenha um Projeto Nacional de Reindustrialização.


Nota do Editor: Luiz Carlos Motta é presidente da Fecomerciários, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio CNTC e Deputado Federal (PL/SP).

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