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Brasil Sorridente é a primeira política nacional nessa área já estruturada no País.
O Ministério da Saúde investirá até 2006 R$ 1,3 bilhão na política de Saúde Bucal destinada a população brasileira. É o Brasil Sorridente. Pela primeira vez na história, o governo desenvolve uma política estruturada com o objetivo de ampliar e garantir a assistência odontológica à população. Até o lançamento do Brasil Sorridente, em março de 2004, a atuação do governo federal com a saúde bucal se resumia ao repasse de recursos para cada equipe de profissionais montada pelo município. Nesse sentido, em 2002 foram investidos R$ 56,5 milhões, recursos que foram ampliados para R$ 84,5 milhões em 2003. Com o aumento do repasse, o número de equipes passou de 4,2 mil, no início desta gestão, para 8,2 mil hoje, o que corresponde a uma cobertura a 36 milhões de pessoas. O valor do repasse para este ano é de R$ 166 milhões. Cada equipe é formada por um dentista, um auxiliar de consultório e um técnico em higiene bucal. Esses profissionais estão aptos a fazer extração dentária, restauração, aplicação de flúor, resina e próteses dentárias gratuitas. Eles também estão sendo orientados a diagnosticar o câncer de boca, um dos principais problemas da saúde bucal no País. Outra frente de atuação preventiva do Brasil Sorridente é a garantia da fluoretação da água em 100% dos municípios com sistema de abastecimento. Atualmente, 60% das cidades têm o serviço. Onde não há flúor na água a incidência de cáries é 49% maior. Outra ação do Brasil Sorridente é a orientação e a distribuição de kits como pasta e escovas de dente pelas equipes da saúde bucal para as famílias mais carentes. Além do atendimento básico, pelo Brasil Sorridente a população passa a ter acesso também a tratamentos especializados, como canal, doenças da gengiva, cirurgias odontológicas, câncer bucal em estágio mais avançado, endodontia e ortodontia. Isso será possível com a construção de Centros de Referência. Antes do Brasil Sorridente apenas 3.3% dos tratamentos especializados eram feitos pelo Sistema Único de Saúde. Dois desses centros já estão em funcionamento: um em Sobral (CE) e um em Caruaru (PE). Até o final de 2006, 354 centros de referência serão inaugurados em todo o País, sendo 100 ainda em 2004.
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