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Teste da orelhinha é exame eficaz para detectar o problema precocemente, antes mesmo do recém-nascido deixar a maternidade.
A deficiência auditiva é uma das doenças que mais atinge os recém-nascidos, quando comparada a outras patologias. Para se ter uma idéia, enquanto a surdez ocorre em 30 de cada grupo de 10 mil crianças, a fenilcetonúria (diagnosticada pelo teste do pezinho) é encontrada em 1 em cada grupo de 10 mil. Estudos recentes comprovam que a detecção precoce da surdez e o tratamento, quando iniciado até os seis meses de idade, garantem à criança o desenvolvimento de fala e linguagem muito próximo ao de uma criança normal. Segundo Ana Paula T. Alencar, fonoaudióloga do Hospital e Maternidade São Camilo Santana, a única estratégia capaz de detectar precocemente as perdas auditivas, antes mesmo de o recém-nascido receber a alta hospitalar, é a realização da Triagem Auditiva Neonatal de rotina. De acordo com a fonoaudióloga, um dos métodos mais seguros de avaliação e o mais utilizado na Triagem Auditiva Neonatal é o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE). Trata-se de um exame rápido, não invasivo e de fácil aplicação, permitindo que o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento sejam iniciados o quanto antes, a fim de minimizar os efeitos no desenvolvimento social da criança. "Quando o seu bebê nascer, informe-se se a maternidade possui uma fonoaudióloga responsável pela Triagem Auditiva Neonatal e peça o "Teste da Orelhinha", recomenda Ana Paula.
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