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Medicina e Saúde
01/06/2004 - 04h55
Cigarro é mais prejudicial aos pobres
ABr
 

Informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde mostram que o consumo de cigarros é maior nos países pobres do que entre os ricos. Oitenta por cento dos fumantes em todo o mundo (1,2 bilhão de pessoas) vivem em países em desenvolvimento. Dos 100 mil jovens que começam a fumar a cada dia, 80% são de países pobres.

Em termos nacionais, o hábito de fumar também é mais comum entre os mais pobres. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (2002/03) mostra que as famílias com orçamento mensal menor ou igual a R$ 400 gastam quase cinco vezes mais da renda familiar com tabaco do que as famílias com renda acima de R$ 6 mil. Também mostra que nas famílias com renda mensal menor ou igual a R$ 400,00 as despesas com fumo são quase duas vezes maiores do que o despendido com educação.

De acordo com o Ministério da Saúde, o preço do cigarro no Brasil, o sexto mais barato do mundo, é estimulante para a manutenção do vício e o aumento de tabagistas. O preço do fumo é mais baixo graças ao baixo custo da produção em especial da mão-de-obra da fumicultura. Segundo o Ministério, mais de 500 mil famílias brasileiras trabalham na lavoura do fumo.

A dependência entre os mais pobres e as formas de exploração da mão-de-obra, fez com que o Banco Mundial reconhece-se há mais de 10 anos que o tabagismo é um fator que agrava a pobreza e impede o desenvolvimento sustentável.

A informação é da coordenadora da Divisão de Controle de Tabagismo do Inca, Tânia Cavalcante, que falou na manhã do dia 31 ao canal NBR (TV a cabo da Radiobrás). Para ela, a associação entre fumo e pobreza é perversa porque "a dependência do tabaco obriga muitos trabalhadores, muitos chefes de família a tirar dinheiro que deveria ser usado para comprar alimentação, para comprar cigarros. A gente pode imaginar que o cigarro está contribuindo para agravar a pobreza e as desigualdades sociais do país".

Segundo Tânia Cavalcante, os pobres são mais vulneráveis aos apelos da propaganda tabagista. "A população de baixa renda tem menos acesso a informação, menos acesso a educação. E por conta disso ela é um alvo perfeito para as estratégias da indústria do tabaco que promove os produtos como um passaporte para a felicidade, para o sucesso e com certeza essas pessoas são mais vulneráveis as essas estratégias".

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