|
O jogo político de Ubatuba está a cada dia que passa mais interessante. Hoje há dois candidatos despontando, havendo ainda um terceiro que dadas as características especiais de seu partido, poderá crescer, embora, por enquanto, esteja longe dos primeiros. E há também outros que estão vivendo uma situação pouco confortável. Vão para o tudo ou nada, pleiteiam o cargo máximo e, caso percam, estarão fora da vida pública por quatro anos, sendo uma verdadeira incógnita o que haverá no fim desse período. Sem querer adivinhar, mas com base na observação, ouso afirmar que alguns que pretendiam disputar a Prefeitura, vão acabar tentando a reeleição para a Câmara Municipal. Mais sensato. As pesquisas informais indicam que hoje há poucas possibilidades do futuro prefeito ser um dos atuais vereadores. Em política nada dá para se afirmar, sempre existe a possibilidade de um fato novo mudar o panorama das coisas e acrescentar outro nome ao quadro dos favoritos. Em 1986 Orestes Quércia aparecia em terceiro lugar nas pesquisas, perdia para Antonio Ermírio de Moraes e Paulo Maluf. Acabou vencendo a disputa com facilidade, tornou-se governador numa eleição que dois meses antes parecia impossível para ele. É por isso que não dá para ter certezas. Se a eleição fosse hoje, a prefeitura ficaria nas mãos de Paulo Ramos ou Pedro Tuzino. Quem garante que isso não mudará?
Nota do Editor: Sidney Borges é jornalista e trabalhou na Rede Globo, Rede Record, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo (Suplemento Marinha Mercante) Revista Voar, Revista Ícaro etc. Atualmente colabora com: O Guaruçá, Correio do Litoral, Observatório da Imprensa e Caros Amigos (sites); Lojas Murray, Sidney Borges e Ubatuba Víbora (blogs).
|