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O programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde, deverá investir mais de R$ 1 bilhão nos próximos dois anos para oferecer tratamento dentário à população carente. Segundo o Ministério, 36 milhões de pessoas já estão sendo atendidas pelo programa, mas o país ainda tem 2,5 milhões de adolescentes que nunca foram ao dentista. Dados do Ministério indicam que 40% da população brasileira não usa escova de dentes com regularidade. "De fato, somos 30 milhões de desdentados", afirma o coordenador de saúde bucal do Ministério, Gilberto Pucca. Para tentar mudar essa realidade, o coordenador garante que basta que todos os municípios brasileiros participem do Brasil Sorridente, com equipes de saúde bucal funcionando em todas as cidades. De acordo com Pucca, o Ministério garante repassar R$ 26,4 mil anuais para cada equipe montada, mais R$ 6 mil para compra de material permanente e ainda vai montar um consultório dentário para as cidades que fizerem a solicitação. É necessário que os prefeitos e secretários de saúde façam adesão ao Brasil Sorridente. Vários encontros de representantes do Ministério da Saúde com representantes municipais já foram realizados, agora, as conferências estaduais de saúde bucal estão acontecendo por todo o país. Até o final de julho a coordenação de saúde bucal do Ministério da Saúde promete inaugurar 50 centros odontológicos em vários estados e, até o final deste ano, outros 50 centros serão inaugurados. A partir do próximo semestre, o Ministério da Saúde diz ainda que vai doar escovas e pasta de dentes para 30% de todas as pessoas atendidas pelas equipes de saúde bucal. "Temos que ter uma prática de prevenção. Entre 60% e 70% dos problemas dentários podem ser resolvidos pelas equipes de saúde bucal no programa Saúde da Família", garante Pucca. O programa deverá estar atendendo a 100 milhões de pessoas até o final de 2006. "Vamos ter 18 mil equipes de saúde bucal", afirma Gilberto Pucca. O coordenador diz que na faixa etária entre 30 e 44 anos, 30% da população já perdeu todos os dentes. Destes, 15% não têm prótese. "Esse é um dado muito grave", afirma. Em julho, a conferência nacional de saúde bucal será realizada em Brasília, de onde deve sair a diretriz para a saúde bucal no país.
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