|
Conferência a ser realizada durante o 12º Congresso Científico Internacional de Estética mostrará quais são os alimentos que podem ajudar na perda de peso e quais são os mitos e verdades sobre a "gordurofobia" - o pavor das gorduras. Alimentos que, ao invés de engordar, ajudam a queimar calorias e a emagrecer, serão o tema de uma conferência a ser realizada pelo cardiologista especializado em nutrologia e medicina biomolecular Sérgio Puppin, durante o 12º Congresso Científico Internacional de Estética, que acontecerá no Riocentro entre 5 e 8 de agosto. Segundo o especialista, com uma dieta que inclua os chamados alimentos "termogênicos" - que, ao serem metabolizados pelo organismo, mobilizam e queimam muitas calorias -, uma pessoa pode perder em média de cinco a dez quilos em três meses. Como exemplos de alimentos "termogênicos", o Dr. Sérgio Puppin cita acelga, aspargos, couve, brócolis, laranja, kiwi, cafeína, guaraná, chá verde e até água gelada. Outros exemplos são as gorduras vegetais, gorduras de coco, produtos derivados de chocolate, Omega-III e VI, CLA (Ácido Linolêico Conjugado), "que, apesar de produzirem nove calorias por grama, não engordam, uma vez que o organismo os utiliza para construir e renovar suas estruturas, produzir hormônios e mensageiros químicos, e ativar o funcionamento do sistema elétrico. Por isso, ao serem ingeridos, esses alimentos aceleram o metabolismo e aumentam a queima de gorduras, o que proporciona a perda de peso", diz o médico, membro da Academia de Ciências de Nova York. De acordo com o Dr. Sérgio Puppin, os exercícios físicos são importantíssimos aliados na meta de emagrecer e de se manter saudável, sobretudo se "praticados a baixas temperaturas". "No frio, os exercícios promovem maior perda de peso", diz. "Uma outra técnica, pouco difundida no Brasil, é a pratica de sauna infravermelho (infra-red), que, além de ser termogênica, proporcionando perda de calorias e peso, ajuda a eliminar metais tóxicos, com temperaturas mais baixas que a sauna comum", acrescenta. No Congresso, o Dr. Sérgio Puppin fará referência à "gordurofobia", que, segundo ele, é a preocupação exagerada de se evitar alimentos gordurosos, mais precisamente aqueles que contenham o famigerado colesterol. "Os cientistas sérios, atualizados e não influenciados pela industria farmacêutica sabem que o colesterol não é o único culpado pelas doenças cardiovasculares", diz. Em sua conferência, ele pretende apontar quais são os "verdadeiros vilões da aterosclerose e os alimentos que efetivamente contribuem para a epidemia de obesidade". "Não precisamos ter fobia de gordura. Devemos aprender a escolhê-las, a identificar as gorduras saudáveis, que podem até contribuir para o emagrecimento", afirma. Segundo o Dr. Sérgio Puppin, o "perigo" da alimentação se encontra nos alimentos refinados e processados; nas gorduras "fantasmas", ou seja, gorduras hidrogenadas que geralmente não são explicitadas nos rótulos; nos carboidratos simples, com alto índice glicêmico (de açúcares). "Fuja deles! Certos carboidratos, com altíssimo índice glicêmico, como biscoitos não integrais, bolos e doces, devem ser evitados, e substituídos por outros com baixo índice", aconselha. Outra dica do especialista: até que se adquira o peso ideal, os alimentos derivados de grãos devem ser ingeridos com bastante parcimônia. "São nutritivos, mas em excesso engordam", conclui.
|