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COLUNISTA
Evely Reyes
02/10/2013 - 15h08
Sedenta de carinho
 
 
 
Evely Reyes 
  Sedenta de carinho.

Apesar da maré cheia resolvi me dirigir à Praia do Futuro, pois além de ser domingo, o dia estava propício para receber a brisa do mar de pertinho.

Fui acompanhada de uma amiga que adora saborear caranguejos. Menos indignada pelo fato de que não mais ingiro proteína animal nem seus derivados, ela resolveu mudar a tática e só diz quão saborosa está sua iguaria.

Ao descobrir como os bichos sofrem e depois morrem para servirem de alimento, sejam eles da terra ou do mar, algo dentro de mim começou a mudar e então passei a adotar um comportamento que considero condizente com meus princípios éticos: o veganismo.

Sendo contra a crueldade praticada aos humanos, por que deveria excluir não humanos dessa filosofia de vida se eles também sentem dor, pavor e não querem morrer?

Ao enxergar melhor os sinais que estão a minha volta, aprendi que é preciso me transformar naquilo que almejo encontrar nesse mundo, pois assim ele mudará de modo efetivo. Tenho que ser o exemplo.

Diante da grandiosidade daquele mar fiquei refletindo a respeito e estava a degustar deliciosa água de coco e sua polpa, quando de repente apareceu uma cachorrinha, em meio às cadeiras e mesas da praia.

Olhou para mim e tão logo se aproximou percebi que não tinha fome nem sede. Ficou um tempo a me observar, enquanto de pronto comecei a passar as mãos sobre sua cabeça e ela foi deslizando o corpo até se deitar completamente, na maior tranquilidade e confiança.

Estava sedenta de acalantos e não resistiu aos afagos e cafunés que eu fazia.

Por motivos óbvios sou contra as pessoas deixarem seus bichos soltos pelas vias da cidade, mas isso acontece com frequência.

Bem alimentada e saudável para ser de rua, talvez estivesse somente à procura de alguém amigo que lhe transmitisse um pouco de paz e carinho, como tantos indivíduos humanos neste mundo agitado.

Achou e por ali ficou.


Nota do Editor: Evely Reyes Prado, reyesevely@yahoo.com.br, paulistana, formada em Direito pela PUC-SP, morou em Ubatuba por vinte anos, onde aposentou-se pelo Tribunal de Justiça - SP e foi integrante da APAUBA - Associação Protetora dos Animais de Ubatuba. É autora de contos em Antologias diversas, e dos livros “Tudo Tem Seu Tempo Certo” e “Do Um ao Treze”, encontrados através do site www.scortecci.com.br.
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