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COLUNISTA
Herbert Marques
15/06/2004 - 19h14
O que vem aí
 
 

Mês que vem começa a famigerada campanha política, verdadeira batalha onde a principal arma é o descompromisso com a verdade, a falácia, a falta de respeito para com o eleitor, quer seja ele próximo, quando é abordado em sua casa, em seu trabalho, nas oportunidades de lazer, quer pela mídia, quando os programas convencionais são interrompidos em nome do famigerado "horário eleitoral".

Este ano é a vez dos candidatos mais próximos, o prefeito e os vereadores, corpo a corpo conosco simples mortais que têm por obrigação, - e já não é sem tempo a hora de acabar com isso -, votar. O voto é imposição da democracia, até então a forma de convivência mais aprimorada que o homem atingiu na sua evolução darwiniana. Contudo esta mesma cadeia de evolução já atingiu o estágio em que a liberdade permite o voto facultativo. Contudo na nossa cadeia tupiniquim ainda não chegou lá. Resultado: sofremos. E como sofremos.

A eleição municipal, tanto quanto as demais, hoje têm a possibilidade de reeleger o titular do poder, prefeito, governador e presidente da república. Essa recente inovação nos permite continuar com o abacaxi que temos, um agravo para o princípio da alternância. Na sombra do risco de entrar na vaga coisa pior, o prefeito tem grande chance de se reeleger e isso somente não acontece quando fez um mandato muito ruim. Alias, aqui em Ubatuba já tivemos um caso desse e pode até ser de termos outro. Certamente se a população entender que o atual alcaide é muito ruim e existe coisa melhor concorrendo a vaga.

Mais o grande inimigo dos velhos políticos hoje é o Ministério Público, com ferramentas próprias para enquadrar os prefeitos, vereadores, governadores e até o presidente da república nos vários mecanismos que a legislação colocou na sua mão. São poucos os políticos no exercício de seu cargo, principalmente executivo municipal, que não leve, ao longo de seu mandato, um processo por responsabilidade fiscal, improbidade administrativa ou coisa que valha. Mal ou bem defendidos acabam com uma sentença, nem sempre a seu favor. Aí a coisa começa a sufocar. Os tribunais são morosos, mas acabam julgando os recursos e ao final, somente resta vestir o pijama ficar em casa.

Para a eleição que se aproxima já existem alguns políticos, principalmente no Estado de São Paulo, que estão anunciando terem abandonado a política para vestirem pijama. Estão cansados de trabalhar pelo povo. Muito cansados.


Nota do Editor: Herbert José de Luna Marques [1939 - 2013], advogado militante em Ubatuba, SP.
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