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É moda reflexões sobre a homossexualidade, muita das vezes transformada em críticas mordazes, outras em apologia. Nenhuma nem outra é nossa intenção, primeiramente porque não somos cristão a ponto de não entender o ser humano como ele é e não como deve ser à luz de uma doutrina cheia de ranços e preconceitos, a segunda, porque não temos interesse em engrossar as fileiras das bichas, desvairadas ou não. Os medianos conhecimentos históricos nos permite trazer ao leitor notícias do procedimento humano com relação a sua sexualidade desde os primórdios dos tempos até nossos dias. E lá, na noite escura do passado estava o homossexual presente, quer em tribos de povos bárbaros, quer nos povos do livro (hebreus do deserto), quer em tribos no novo mundo (índios das Américas), medievais, modernos e contemporâneos. Os egípcios deixaram vários registros da prática do homossexualismo entre seu povo. A bíblia deixou vários registros de descontentamento do Senhor com procedimento diverso daquele em que teria por finalidade a procriação. Se Eloins já se incomodava naquele tempo com a homossexualidade é porque ela existia. Dos romanos acho que não precisa falar nada. As Epístolas de Paulo bem informam sobre eles. Na idade média, embora a igreja católica combatesse com o fogo da inquisição o que chamavam de "nefandos pecados", os próprios religiosos, baseado no princípio: "faça o que digo, não faça o que faço", usaram e abusaram das orgias sexuais com pessoas do mesmo sexo. Nossos índios, há ..., nossos índios também eram e são useiros da prática discriminatória. Tibiras entre eles, segundo o antropólogo Luiz Mott: "Quando os portugueses chegaram no Brasil, escandalizaram-se ao encontrar tantos índios praticantes da homossexualidade". O mesmo diga-se dos negros cuja seita quimbanda se caracterizava pelos adeptos da homossexualidade. Hoje, contudo, os homossexuais estão vivendo sua glória. Reconhecidos como Gay, palavra inglesa que significa alegre, homossexual, e que o Aurélio recomenda a grafia "Guei", estão vendo no século XXI, sua redenção definitiva como seres comuns, com direito até maior que os demais, pois reivindicam e já conseguiram em alguns países, casamento, formação de família, adoção de filhos e, certamente, com o avanço da ciência, a própria gestação e parição. A ilação sobre o tema, embora busque os mais diversos enfoques, salvo melhor juízo não merece outra visão que não seja aquela que dá ao homossexual o direito de viver como um cidadão comum, mesmo porque a preferência sexual há muito deveria ser vista pela sociedade como ato privado de cada ser humano. Visto desta forma estaríamos livres dos famosos desfiles de "Consciência Guei, Lésbicas e Indefinidos", onde um bando de desvairados avacalham com seus próprios pares ao se exporem de forma ridícula, aplaudidos por políticos também expostos ao mesmo ridículo, embora com intenções diversas.
Nota do Editor: Herbert José de Luna Marques [1939 - 2013], advogado militante em Ubatuba, SP.
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