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Aporta em Davos o mais exuberante de todos os nossos presidentes até o momento, levando a tiracolo um grupo de ministros considerados de seu primeiro time e mais alguns seletos membros da caterva presidencial. Outro bando irá em outro avião, mesmo porque no seu somente cabem 45 pessoas.
A jornalista Tina Evaristo, da revista IstoÉ, publicou no dia 26 uma matéria com o título: Lula versão first class, que merece a transcrição de um dos trechos: "A vida anda azul para o presidente Lula. Sua popularidade está em 62%; a inflação continua em queda, apontando para 6% em 2005; o crescimento resiste no patamar de 4% - e se tudo correr nos trilhos, este ano o Brasil sobe da 15ª para a 12ª posição no ranking das economias mundiais. Mas a apoteose de Lula no poder ainda está para ocorrer. Na noite da quinta-feira 27, o presidente embarca rumo a Davos, nos Alpes Suíços, em seu novo avião oficial, um Airbus A-319, de US$ 56,5 milhões, batizado de Santos Dumont, mas apelidado de AeroLula. A viagem marcará o début internacional da aeronave. Quando cruzar o Atlântico, ao custo de US$ 2,1 mil por hora, os brasileiros terão gastado R$ 79,4 mil com a travessia. Lula está indo a Davos participar pela segunda vez do Fórum Econômico Mundial. Erguida ao pé da Montanha Mágica imortalizada por Thomas Mann, Davos abriga uma das estações de esqui prediletas das elites européias. O Itamaraty conseguiu instalar o presidente e sua mulher Marisa no hotel mais luxuoso do lugar, o Belvédère, onde as suítes custam entre US$ 555 e US$ 660. Na sexta-feira 28, o presidente terá a oportunidade de ocupar por 30 minutos o púlpito principal, no Centro de Convenções, para ler sua mensagem a um seleto público formado por 25 chefes de Estado, 70 ministros, 76 lideranças da sociedade civil e 500 empresários que confirmaram a presença no evento - gente do calibre de Bill Gates, da Microsoft, e Chuck Prince, do Citigroup. A glória, em alto estilo. Lula será o único estadista sul-americano convidado a discursar no principal auditório. Na semana passada, a assessoria do presidente preparava um discurso sobre o seu projeto do Fome Zero Mundial. ’O terrorismo não deve ser combatido com armas, mas com a transferência de riqueza aos mais pobres’, deverá dizer na conferência."
Davos foi idealizado para discutir, estudar, equacionar, os grandes problemas econômicos do mundo, baseado no princípio de Adams Smith de que somente a riqueza transforma uma nação e seus cidadãos em homens livres e felizes. Vejam vocês aonde o nosso Lulinha paz e amor vai fazer sua pregação da Fome Zero Mundial pela transferência de riqueza aos mais pobres. Depois falam do colunista da Veja, Diogo Mainardi, ser pessimista com relação aos nossos políticos, contribuição básica para garantir nossa posição perante as nações evoluídas como o país do carnaval.
Nota do Editor: Herbert José de Luna Marques [1939 - 2013], advogado militante em Ubatuba, SP.
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