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COLUNISTA
Rui Grilo
18/07/2016 - 06h56
Plantas e flores em Ubatuba
 
 

Acordei pensando em abrir sempre minha página no Facebook com imagens de alguma planta que vi aqui em Ubatuba. Não somente as nativas mas todas aquelas que enfeitam esse espaço em que vivemos. Tenho publicado algumas fotos de plantas e tenho recebido muitas curtidas e comentários, inclusive de amigos e parentes que moram em outros países (Portugal, Peru, Honduras...).

Tenho observado que vária plantas estão desaparecendo, especialmente no Centro. A título de exemplo posso citar o terreno em frente ao Semar, onde foram cortadas árvores de cambuci, de grumixama, de jerivá etc.

Enquanto lavava a louça, fui tendo várias idéias e lembranças que não caberiam naquela abertura.

Quando vi a casa onde moro, achei-a simpática mas me assustava que a parte da frente era toda cimentada e que só pensaram em um lugar para guardar o carro. Depois de comprá-la, a primeira coisa que fiz foi colocar pneus e enchê-los de terra para ter algumas plantas. Depois, usei tanques de máquinas de lavar roupa e jardineiras.

A casa ganhou um colorido e a primeira coisa que faço quando acordo é abrir as janelas e a porta e olhar para as minhas plantas. É grande a satisfação quando percebo algum botão saindo e quando alguma flor abre. Até os pássaros e borboletas começaram a visitar meu jardim.

Lembrei-me que é a segunda vez que passo pela mesma situação. Sempre falava para a minha mãe que só iria me casar quando tivesse minha casa. Em abril de 1973 comprei minha casa, em junho comecei a namorar e em novembro me casei. Morei nessa casa desde solteiro até 2004 quando vim para Ubatuba.

A firma que me vendeu a casa entregava-a no “osso”: sem poço de água e sem muro. Lembro-me que via e ouvia minha vizinha lavando roupa e cantando “As Paralelas”. Aos poucos cada um foi fazendo seus poços para ter água, cercas de arame, depois muros e, a partir de 1975, com a construção do clube do SESC Interlagos, a região foi ficando cada vez mais valorizada. Hoje, a estação de trem tem até escada rolante e faz a ligação com as linhas amarela e lilás do metrô.

O terreno era em declive e a terra muito dura. Para plantar, tinha que cavar com picareta e colocar um pouco de terra boa. Para melhorar a terra, todo o lixo orgânico era enterrado.

Quando vim para Ubatuba, o jardim e o quintal eram cheios de plantas variadas, incluindo palmeiras, trepadeiras e frutíferas.

Mais tarde, chorei muito quando, ao voltar para uma visita, tive o choque de ver que minha filha havia cortado tudo. Voltei na mesma hora para Ubatuba.

Hoje, depois de ter reformado toda a casa, ela está preocupada em dar um tratamento paisagístico para o quintal, tornando-o um lugar mais agradável para as reuniões de família.


Nota do Editor: Rui Alves Grilo é professor da rede pública de ensino desde 1971. Assessor e militante de Educação Popular.
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